MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Vale
Desceu
Petrobras
Em baixa
A Bovespa fechou em baixa e no menor patamar em mais de um mês, afetada pelo desempenho ruim das bolsas no exterior e também pelas questões políticas que ameaçam, mais uma vez, a aprovação das medidas de ajuste fiscal no Congresso. O Ibovespa encerrou em baixa de 1,79%, aos 53.629,78 pontos, menor patamar de fechamento desde o dia 8 de abril (53.661,11 pontos). O volume financeiro foi de R$ 6,602 bilhões.
EUA
Entre os indicadores do dia, as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos caíram 0,5% entre março e abril, mas, apesar da queda, números subjacentes mostram que os investimentos das empresas começam a aumentar.
Wall Street
A perspectiva de que os juros poderiam subir mais cedo deu força ao dólar e deprimiu as bolsas em Wall Street. O Dow Jones caiu 1,04%; o S&P 500 fechou em baixa de 1,03%; e o Nasdaq recuou 1,08%. Na Europa, a maioria das bolsas também caiu, influenciadas por Nova York e pelo impasse nas negociações sobre a dívida grega. A Bolsa de Paris caiu 0,66% e a de Frankfurt, -1,61%.
Petrobras
Entre os papéis, Petrobras PN recuou 3,20% e a ON, -3,40%. Segunda-feira, acionistas aprovaram, em assembleia geral extraordinária (AGE), as demonstrações contábeis de 2014, mas a empresa reiterou que diante do prejuízo de R$ 21,5 bilhões registrado em 2014, não irá pagar proventos neste ano aos investidores. Já Vale PNA (+1,07%) e Vale ON (+0,58%) avançaram, favorecidas pelo aumento nos preços do minério de ferro. Nas siderúrgicas, CSN ON recuou 1,68%, mas Usiminas PNA teve alta, de 3,02%. O setor financeiro também sucumbiu: Itaú Unibanco PN (-1,47%), Bradesco PN (-2,97%) e Santander unit (-3,37%).
Dólar
O dólar fechou em alta de mais de 1% em relação ao real ajudado pela valorização registrada ante outras moedas internacionais em meio à expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos, preocupações com o andamento do ajuste fiscal no Brasil e pela rolagem pelo Banco Central dos contratos de swaps cambiais em junho. No fim do pregão, o dólar à vista subiu 1,71%, aos R$ 3,1520. O volume de negócios totalizava US$ 1,510 bilhão no balcão, perto das 16h30. No mercado futuro, o dólar para junho registrou alta de 1,71%, aos R$ 3,1560.
Juros
No fim do pregão regular na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 projetava 13,465%, ante 13,453% no ajuste de segunda-feira. A taxa para janeiro de 2016 tinha taxa de 13,72%, ante 13,73% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2017 marcava 13,28%, ante 13,29%, enquanto o DI para janeiro de 2021 estava em 12,40%, de 12,36%.
(Agência Estado)





