MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Agência Estado 
Em queda
A Bovespa recuou mais de 1% na sessão de ontem, conduzida pelo declínio acentuado dos papéis de bancos, após a publicação pelo governo de uma Medida Provisória que aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para o setor. A notícia acentuou a postura cautelosa dos investidores com o cenário doméstico, antes da divulgação do contingenciamento do orçamento de 2015, e outras ações de peso do índice, como as da Petrobras e siderúrgicas, também recuaram.
Ibovespa
No fechamento, a Bovespa caiu 1,33%, aos 54.377,29 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 7,766 bilhões. Em maio, o Ibovespa tem queda acumulada de 3,29% e, no ano, alta de 8,74%.
O Ibovespa abriu a sessão em alta, mas perdeu fôlego logo em seguida e passou a cair, renovando mínimas, pressionado pelos papéis de bancos e da Petrobras. As ações do setor financeiro foram impactadas pela publicação de uma Medida Provisória no Diário Oficial, elevando a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% para as instituições financeiras.
Desce
No mercado corporativo doméstico, Itaú Unibanco PN (-2,11%), Bradesco PN (-2,12%), Bradesco ON (-3,26%), Banco do Brasil ON (-3,43%) e Santander Unit (-1,02%). Petrobras ON (-2,22%) e PN (-2,75). No setor siderúrgico, CSN -1,37%, Usiminas -1,85%, Gerdau -2,02%, Gerdau Metalúrgica -3,31%.

Dólar
O dólar à vista no balcão fechou antes do esperado anúncio do volume do contingenciamento do orçamento, prometido inicialmente para as 15h30, mas que atrasou. Durante a longa espera, os investidores tiveram de buscar outros referenciais para operar. O dólar confirmou no fechamento a alta vista na maior parte do dia. A moeda americana subiu 1,55%, para R$ 3,0880. Na mínima, perto da abertura, chegou a operar em baixa, a R$ 3,040 (-0,23%), e na máxima, próximo das 16 horas, atingiu R$ 3,099 (+1,61%). O volume, às 16h53, era de cerca de US$ 1,7 bilhão.
Juros
Na primeira parte dos negócios, as taxas oscilaram entre margens estreitas, na expectativa pelos cortes e tendo o dólar como parâmetro, digerindo o IPCA-15 de maio, de 0,60%. No início da tarde, as taxas passaram a subir, com as curtas renovando as máximas, diante das declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que a política monetária foi, está e será vigilante. Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 fechou em 13,78%, de 13,79% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2017 encerrou em 13,27%, de 13,36% no ajuste anterior.
O DI janeiro de 2021 caiu de 13,36% para 13,27%.


