Leve alta
Depois de operar com forte volatilidade durante toda a sessão de ontem, a Bovespa conseguiu terminar em alta, acompanhando a melhora de Nova York, após cair 4,02% nas últimas três sessões. O Ibovespa encerrou com alta de 0,38%, aos 55.112,05 pontos, na máxima, depois de tocar a mínima de 54.526,08 pontos (-0,68%). O giro financeiro ficou em R$ 6,87 bilhões.

Ações
Entre as blue chips, Petrobras (ON +5,26% e PN +4,34%) e Vale (ON +2,02% e PN +1,57%) subiram, com compras de investidores estrangeiros e a recuperação nos preços do petróleo. Já os bancos caíram: Itaú -1,21%, Bradesco PN -1,72% e Banco do Brasil ON -1,60%. A Petrobras, além de ter sido ajudada pelos preços do petróleo (o barril do WTI subiu 2,95% hoje), também foi impulsionada por notícias de que a companhia assumiria o compromisso público de adotar preços de mercado na venda de combustíveis em seu plano de negócios.

Dólar
O dólar passou praticamente toda a tarde em alta ao redor de 1%, refletindo a cautela dos agentes diante do cenário político e da fragilidade da economia doméstica. A moeda chegou ao fim da sessão em alta de 1,20%, negociada a R$ 3,0410. No mercado futuro, o dólar para junho - que encerra apenas às 18 horas - subia 1,13%, cotado a R$ 3,0475, às 16h45. Após abrir com valorização de 0,1% ante o real, a R$ 3,0080, o dólar à vista continuou em trajetória ascendente e renovou máximas quando alcançou os R$ 3,0460 (+1,36%), depois de indicadores fracos divulgados no Brasil e nos Estados Unidos.

Dólar: Subiu
Banco do Brasil :Desceu

Juros
Na renda fixa, os juros futuros terminaram a sessão perto dos ajustes, mas com as taxas mais longas em viés de baixa, em linha com a queda dos rendimentos dos Treasuries. Ao término da sessão regular da BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 encerrou em 13,79% (123.865 contratos), ante 13,77% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 indicava 13,36% (271.125 contratos), de 13,34% no ajuste de ontem e o DI para janeiro de 2021, projetava 12,42% (119.615 contratos), de 12,47% na véspera.

IBC-Br
O destaque doméstico foi o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), que teve queda de 1,07% em março ante fevereiro e registrou baixa de 0,81% no primeiro trimestre do ano ante os três meses anteriores, ambos na série com ajuste sazonal. Mas, desde a abertura, o adiamento da votação de medidas de ajuste fiscal no Congresso ontem já pressionava o câmbio. No mês de maio, o dólar à vista no balcão acumula valorização de 1,03%, enquanto em 2015 sobe 14,54%. O volume no mercado à vista era de aproximadamente US$ 1,754 bilhão, sendo US$ 1,665 bilhão em D+2.

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