Mercado Financeiro
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terça-feira, 19 de maio de 2015
Agência Estado 
No vermelho
O desempenho negativo dos principais papéis do Ibovespa, sobretudo Petrobras, levou a Bolsa a renovar o fôlego de queda ontem. O destaque negativo absoluto foram as ações da estatal, que caíram mais de 6%, mas houve queda expressiva também nas siderúrgicas e bancos. Petrobras ON caiu 6,08% e Petrobras PN, 6,31%.
Baixa
O Ibovespa fechou em baixa de 1,26%, aos 55.498,82 pontos. O volume foi de R$ 6,788 bilhões. Nas duas última duas sessões, a bolsa acumulou perdas de 3,06%. Em maio, a queda acumulada é de 1,30%.
Navios
No caso da Vale, as ações a queda se deu em meio à queda nos preços do minério de ferro, mas foi limitada pela notícia de que a companhia expandiu o acordo com a China Merchants Energy Shipping Co., Ltd. (CMES), para a venda de 4 navios VLOCs (very large ore carriers). O outro memorando da Vale foi assinado com o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), que prevê a oferta de serviços financeiros à Vale, que pode garantir à companhia US$ 4 bilhões em empréstimos, créditos à exportação e outros serviços. No fechamento da sessão Vale PN recuou -0,59% e a ON, -0,53%.
Petrobras: desceu
Marfrig: subiu
Aço
As siderúrgicas foram afetadas pelo dado apontando recuo nas compras de aços planos da rede de distribuição de 16% em abril ante março, segundo o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), e pela informação de que a Usiminas vai desligar temporariamente dois altos fornos, que contaminou o setor. Usiminas PNA recuou -3,67% e CSN ON, -5,53%.
CSLL
O setor financeiro seguiu afetado pelos rumores de que o governo deve elevar a Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos. Itaú Unibanco PN teve desvalorização de -1,41% e Bradesco PN, de -1,46%.
Contramão
Na contramão do mercado como um todo, JBS ON (+4,26%) e Marfrig ON (+3,22) tiveram ganhos consistentes, refletindo a notícia de que o Brasil fechou acordo com os chineses para o fim do embargo à carne bovina e a autorização de plantas frigoríficas.
Dólar
O dólar à vista subiu 0,66%, fechando aos R$ 3,0390. O volume de negócios totalizava US$ 850 milhões, por volta das 16h30. No mesmo horário, o dólar para junho avançava 0,93%, aos R$ 3,0505.
Taxas de juros
As taxas de juros futuras com vencimento mais curto terminaram o pregão em leve alta, ainda influenciadas por comentários do diretor de Política Econômica do Banco Central, Luiz Awazu. Entre os contatos com prazo mais longo, as taxas fecharam com viés de baixa, refletindo a desaceleração do dólar ante o real.


