MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Agência Estado 
Em alta
Após transitar pelos terrenos positivo e negativo por várias vezes ao longo da sessão, o Ibovespa fechou em alta. A Bolsa oscilou principalmente ao sabor do fluxo de investidores estrangeiros, ora na compra ora na venda, das blue chips Petrobras e Vale, com o mercado tentando conciliar um pouco mais da realização de fortes lucros acumulados desde abril à influência positiva das bolsas norte-americanas, que tiveram alta consistente. Além das blue chips, as ações do Banco do Brasil, que divulgou balanço, foram destaque de queda.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou em alta de 0,50%, aos 56.656,57 pontos. Na mínima, atingiu 56.105 pontos (-0,47%) e na máxima, 56.921 pontos (+0,97%). O volume financeiro foi de R$ 6,508 bilhões. Em maio, o índice acumula ganho de 0,76% e em 2015, de 13,30%. Petrobras PN caiu 0,57% e a ON, 0,74%. Vale PNA teve perda de 0,83% e a ON, de 1,25%
Bradesco PN: sobe
Banco do Brasil: desce
Banco do Brasil
O destaque negativo do dia foi Banco do Brasil ON (3,85%), que figurou na lista das maiores quedas do Ibovespa, em reação ao balanço apresentado ontem. O índice de inadimplência acima de 90 dias piorou, passando de 2,03% em dezembro para 2,05% em março, enquanto as despesas com provisões para devedores duvidosos totalizaram R$ 5,999 bilhões, aumento de 15,3% ante o trimestre anterior e de 43,3% em um ano. O setor financeiro privado, contudo, fechou no azul, com Itaú Unibanco PN em +0,98%, Bradesco PN em +2,43% e Santander Unit em +1,28%.
Dólar
O dólar fechou com baixa consistente em relação ao real, abaixo do nível dos R$ 3 pela primeira vez em maio, alinhado ao recuo registrado ante outras divisas internacionais. A queda da moeda no exterior refletiu principalmente os dados da inflação ao produtor dos EUA, que alimentaram as expectativas sobre um adiamento do início do aperto monetário no país. No fim do dia, o dólar à vista caiu 1,41%, aos R$ 2,9960. O volume de negócios totalizava US$ 1,204 bilhões, por volta das 16h50. No mercado futuro, o dólar para junho recuava 1,60%, a US$ 3,0090.
Juros
A queda do dólar e dos rendimentos dos Treasuries favoreceu uma devolução de prêmios na curva de juros futuros e as taxas terminaram o dia em queda. No fechamento do pregão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 projetava 13,78%, ante 13,82% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2017 apontava 13,46%, de 13,53%. O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,61%, ante 12,75% no ajuste da véspera.


