Ibovespa

A Bovespa fechou em queda ontem acompanhando o viés negativo das bolsas internacionais e pressionada pelo recuo das ações de mineração, siderurgia e bancos. No fim da sessão, a Bolsa indicou baixa de 0,71%, aos 56.792,05 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 6,469 bilhões, segundo dados preliminares. Pela manhã, a Bolsa registrou fortes oscilações, influenciada pela queda das bolsas internacionais e por notícias corporativas locais.

Bancos

No setor corporativo doméstico, as ações dos bancos sofreram desvalorização, um dia depois de a agência de classificação de risco Moody's anunciar o rebaixamento da nota de cinco empresas financeiras: Bradesco, Itaú Unibanco, Banco Itaú BBA, HSBC Bank Brasil e Banco Votorantim. Banco do Brasil ON (-1,96%), Bradesco ON (-0,91%), Bradesco PN (-1,01%%), Itaú Unibanco PN (-0,45%) e Santander Unit (-1,05%). Já os papéis da Vale e siderúrgicas foram afetados por uma realização de lucros, após terem registrado forte alta com as expectativas de que a China pode anunciar mais estímulos à economia. No fim do dia, Vale ON (-4,08%), PNA (-2,78%), Usiminas PNA (-2,80%), Gerdau PN (-2,68%), Gerdau Metalúrgica PN (-3,90%) e CSN ON (-2,81%).

Desceu: dólar
Subiu: Kroton

Kroton

As ações da Kroton e da Fibria lideram as altas da bolsa. As ações da empresa de educação subiram 8,56% na sessão, após a companhia registrar uma alta de 35,3% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 371,743 milhões. As ações da Fibria avançaram 4,20%, ajudadas pela decisão da empresa anunciada segunda-feira de elevar o preço de US$ 20 a tonelada da celulose a partir de 1º de junho para todos os mercados. Assim, a tonelada na Europa passará a ter o preço de US$ 810; na Ásia, US$ 700; e na América do Norte, US$ 900.

Petrobras

Entre as blue chips, Petrobras terminou com valorização, ajudada por expectativas em torno do balanço da companhia na próxima sexta-feira, pela alta dos preços do petróleo e pela queda do dólar. Petrobras ON +0,20% e Petrobras PN +0,51%. Nos EUA, as bolsas terminaram em baixa: Dow Jones (0,20%), S&P 500 (0,29%) e Nasdaq (0,29%).

Dólar

A tendência externa deu o tom aos mercados domésticos nesta terça-feira. No câmbio, o mercado até tentou pela manhã esticar o ajuste de alta ante o real iniciado segunda-feira, mas assim que o sinal lá fora virou para queda aqui a moeda também zerou os ganhos para operar em baixa. O dólar à vista encerrou em baixa de 0,82%, aos R$ 3,0240, oscilando da máxima de R$ 3,0760 (+0,89%), às 9h10, à mínima, às 13h24, de R$ 3,0170 (-1,05%). O volume era de US$ 1,083 bilhão às 16h27. Neste horário, o dólar para junho cedia 1,17%, a R$ 3,043.

mockup