MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Vale
Desceu
Ecorodovias
Câmbio
Após quatro quedas seguidas do dólar em relação ao real, o mercado de câmbio passou por um dia de ajuste. O movimento foi apoiado pelas preocupações em torno do aperto de liquidez pelo qual passa atualmente a Grécia. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 1,61%, cotado em R$ 3,039 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 2,27%, para R$ 3,052.
Valorização
A valorização da moeda americana ocorreu também no mercado externo. Entre as 24 principais divisas emergentes, apenas duas subiram frente ao dólar dos EUA: a lira turca (+0,28%) e o dólar de Hong Kong (+0,02%). Entre as dez moedas mais fortes do mundo, somente a libra esterlina ganhou (0,85%).
BC
A atuação do Banco Central no câmbio seguiu no radar dos investidores. Ontem, a autoridade monetária brasileira rolou para 2016 os vencimentos de 8,1 mil contratos que estavam previstos para o início de junho, em um leilão que movimentou US$ 392,9 milhões. A operação é equivalente à venda futura de dólares. Se mantiver esse ritmo até o final de maio, o BC rolará apenas 80% do lote total de contratos de swap com vencimento no início do próximo mês, que corresponde a US$ 9,656 bilhões.
Vale
As ações preferenciais da Vale, mais negociadas e sem direito a voto, tiveram forte valorização de 2,92%, para R$ 19,05 cada uma. Apesar da alta da Vale, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado nacional, encerrou o pregão praticamente no zero a zero, com ligeiro ganho de 0,08%, 57.197 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,66 bilhões.
Siderúrgicas
Os papéis de siderúrgicas também fecharam no azul, refletindo o corte no juros chinês. A Companhia Siderúrgica Nacional avançou 5,69%, para R$ 8,55, enquanto o papel preferencial da Usiminas ganhou 2,19%, para R$ 6,07. A Gerdau avançou 0,97%, para R$ 10,44.
Perdas
Do outro lado da Bolsa, os papéis da Ecorodovias lideraram as perdas do Ibovespa, com desvalorização de 6,43%, para R$ 8,44. A companhia reportou lucro líquido de R$ 28,6 milhões no primeiro trimestre, recuo de 63% frente ao mesmo período do ano passado, afetada principalmente por uma piora no resultado financeiro, apesar do aumento do tráfego em suas rodovias.
Pão de Açúcar
Também em baixa, o Pão de Açúcar viu sua ação ceder 3,10%, para R$ 94,84. O Bank of America Merrill Lynch cortou a recomendação do papel para "neutra", após a divulgação do resultado trimestral na semana passada, argumentando que a pressão sobre a companhia deve continuar.
(Folhapress)





