MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de maio de 2015
Agência Estado 
Alta
A Bovespa fechou em alta ontem, recuperando-se de dois dias seguidos de perdas e ajudada pelo avanço das bolsas internacionais, após o relatório de empregos dos Estados Unidos alimentar expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) poderá adiar o aumento de juros no País. No fim do dia, o Ibovespa indicou alta de 0,40%, aos 57.149,33 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 7,07 bilhões, segundo dados preliminares.
Impacto
O Departamento do Trabalho dos EUA informou que foram criados 223 mil empregos em abril no País, abaixo das 228 mil vagas projetadas por analistas. Além disso, o resultado de março foi revisado para 85 mil vagas, de 126 mil. O relatório provocou avaliações mistas no mercado, com alguns analistas afirmando que os dados reforçam as apostas de alta de juros em setembro, enquanto outros ressaltaram que a revisão do resultado em março não anula hipótese de aperto monetário em junho.
Ações
Os papéis ON e PN da Petrobras fecharam com baixas de 1,02% e 1,31%, respectivamente. Segundo o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), que visitou as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) ontem, a estatal informou que deverá apresentar seu novo Plano de Negócios no dia 10 de junho.
Desceu: Dólar
Subiu: Ibovespa
Dólar
Os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano pesaram sobre o dólar em todo o mundo. No Brasil, a moeda recuou para a menor cotação desde 29 de abril. O dólar à vista de balcão cedeu 1,39%, a R$ 2,9820. Em quatro dias, a moeda acumulou baixa de 3,40% e, na semana, cedeu 0,93%. Às 16h50 de ontem, o dólar à vista marcou a mínima de R$ 2,9760 (-1,59%) no balcão, para depois encerrar em patamares mais acomodados, mas ainda assim abaixo dos R$ 3.
Exterior
No exterior, perto das 16h30, o dólar cedia 0,10% ante o dólar australiano, tinha baixa de 0,13% ante o canadense, cedia 0,28% ante o neozelandês, caía 0,63% ante o rand sul-africano, perdia 0,67% ante o peso chileno e recuava 1,11% ante o peso mexicano.
Juros
Entre os contratos de prazos curtos, os movimentos das taxas foram mais contidos, com os investidores visualizando a tendência de o Copom, de fato, continuar elevando a Selic nos próximos dois encontros, em junho e julho, já que a inflação segue alta. No fim da sessão regular da BM&FBovespa, a taxa do DI para julho marcava 13,341%, ante 13,339% do ajuste de quinta, enquanto o contrato para janeiro de 2016 tinha taxa de 13,77%, ante 13,79%. Entre os intermediários e longos, o DI para janeiro de 2017 marcava 13,52%, na mínima, ante 13,63%, e o contrato para janeiro de 2021 indicou 12,68%, também na mínima, ante 12,86%.


