Em queda
A Bolsa voltou a fechar em queda ontem, dando continuidade à realização de lucros iniciada quarta-feira após ter rompido no dia anterior a marca de 58 mil pontos, fechando no maior nível desde setembro de 2014. Adicionalmente, a correção recebeu um reforço da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), considerada conservadora, e da desvalorização das commodities. O Ibovespa fechou aos 56.921,39 pontos, com queda de 0,32% e volume financeiro de R$ 6,4 bilhões.

Estrangeiros
A bolsa até chegou a operar no azul nos primeiros negócios, mas virou para queda após a abertura dos mercados em Nova York. A exemplo de quarta-feira, o movimento continuou sendo comandado por players estrangeiros na venda, aqueles que mais tinham atuado na ponta contrária até o começo da semana. As ações ON da Petrobras e Vale, que haviam sido os grandes alvos de compras de estrangeiros nos últimos dias, foram bastante penalizadas, com quedas de 1,08% em Petrobras ON e de 4,21% Vale ON. Já Petrobras PN subiu 0,44% e Vale PNA caiu 0,93%.

Wall Street
O ajuste de baixa foi bem mais brando do que o do dia anterior, quando as perdas em Wall Street serviram de pretexto para a correção, já que ontem as bolsas norte-americanas operaram majoritariamente em alta. O Dow Jones terminou com ganho de 0,46%, o S&P 500 subiu 0,38% e o Nasdaq, +0,46%.

Dow Jones: sobe
Ibovespa: desce

Dólar
O dólar terminou em baixa de 0,66%, cotado a R$ 3,0240, após registrar forte volatilidade ao longo da sessão. O tom mais austero da ata da reunião de política monetária do Copom, divulgada ontem, provocou queda do dólar à vista na abertura da sessão no balcão. O dólar ganhou força no exterior após o número de pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos aumentar muito menos do que o esperado. No início da tarde, o dólar se firmou em queda no Brasil à medida que os agentes voltaram a dar mais atenção a fatores internos, como a aprovação da medida provisória 665 de ajuste fiscal e a perspectiva de continuidade na entrada de dólares no País.

Juros
No término do pregão regular na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 tinha taxa de 13,34%, ante 13,327% no ajuste de quarta-feira, 6. O DI para janeiro de 2016 marcava 13,79%, de 13,70%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,63%, de 13,50% na quarta-feira, e o DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 12,86%, ante 12,91% no ajuste anterior.

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