Perdas
O fraco resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre, somado ao recuo das ações de bancos e forte queda de Vale, levou a Bovespa a ter um dia de perdas neste penúltimo pregão de abril. O índice, no entanto, terminou bem longe das mínimas, ajudado pela valorização de Petrobras.

Ibovespa
O Ibovespa terminou em baixa de 0,87%, aos 55.325,29 pontos. Na mínima, registrou 55.067 pontos (-1,33%) e, na máxima, 55.809 pontos (-0,01%). No mês, acumula alta de 8,16% e, no ano, de 10,64%. O giro financeiro totalizou R$ 7,470 bilhões, segundo dados preliminares. O avanço de apenas 0,2% da economia dos EUA no primeiro trimestre, bem abaixo da alta esperada de 1%, embutiu um viés de queda aos ativos de risco. Com a Bovespa, não foi diferente.

Sobre e desce
Vale foi o papel mais negociado ontem e esteve entre as maiores quedas do Ibovespa, com -7,87% na PNA e -6,39% na ON. O recuo do preço do minério de ferro e a forte alta recente ajudam a explicar o movimento. No setor financeiro, o balanço do Bradesco veio em linha, mas as provisões para devedores duvidosos desagradaram. A ação PN do banco recuou 2,37%, influenciando o setor. Itaú Unibanco PN, -1,37%, BB ON, -1,89%; Santander unit, ao contrário, subiu 0,88%. Petrobras avançou 0,73% na ON e a 0,31% na PN. Nos EUA, as bolsas recuaram, 0,41% o Dow, 0,37% o S&P e 0,63% o Nasdaq.

Petrobras sobe
Vale desce

Dólar
A agenda carregada trouxe volatilidade ao câmbio doméstico, que transitou entre altas e baixas em diferentes oportunidades da sessão. Com a divulgação do resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), a moeda saiu de queda para alta e renovou a máxima da sessão. O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,48%, a R$ 2,9540. Na mínima, marcou R$ 2,9140 e, na máxima, R$ 2,9610. No mês, acumula baixa de 7,69%, mas em 2015, até agora, sobe 11,26%.

Juros
O mercado de juros abriu pressionado, em alta, mas depois passou a oscilar perto dos ajustes, com ligeira baixa. Essa trajetória perdurou e os DIs recuaram no fechamento da sessão regular, influenciados pelo resultado fraco do PIB dos EUA e com o sinal de baixa garantido também por motivos técnicos, como o fato de os juros terem andado bastante nos últimos pregões. Ao término da negociação regular, o contrato para julho de 2015 terminou em 13,195%, de 13,185% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2016 encerrou a 13,48%, de 13,50% na véspera; o DI para janeiro de 2017 marcou 13,22%, de 13,29%; e o DI para janeiro de 2021 terminou a 12,56%, de 12,62%.

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