Desceu
Vivo

Subiu
Ibovespa

Dividendos
No primeiro pregão após o tão esperado balanço da Petrobras, as ações ON da companhia fecharam em alta, enquanto as PN caíram em função do não pagamento de dividendos. Some-se o forte ganho da Vale e o Ibovespa fechou ontem em alta significativa, atingindo o maior patamar em cinco meses.

Leilão
O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 1,95%, aos 55.684,85 pontos, o maior patamar desde 24 de novembro do ano passado. Ao longo do pregão, oscilou entre a mínima de 54.063,082 (-1,01%) e a máxima de 55.781,72 pontos (+2,13%). O giro ficou em R$ 9,38 bilhões. Petrobras ON subiu 5,63%, para R$ 14,06. Já a PN perdeu 1,52%, a R$ 12,92. Vale (ON +8,43% e PN +6,56%) figurou entre as maiores altas do índice e bancos (Itaú +2,71% e Bradesco +2,19%) também subiram. Nos destaques de queda aparecem Rumo (-9,70%), PDG (-3,70%) e Vivo (-2,64%). Tanto Petrobras como Vale chegaram a entrar em leilão, após atingirem limites de alta.

Bom humor
Ontem, o bom humor em Nova York também ajudou. Lá, o Dow Jones terminou em alta de 0,11%, o S&P 500 subiu 0,24% e o Nasdaq avançou 0,41%.

Incertezas
No fim da tarde, a Standard & Poor's disse que o rating e a perspectiva da Petrobras não são afetados pela divulgação do balanço. Apesar de reconhecer que as baixas contábeis não afetaram as métricas da companhia, a agência disse que a perspectiva negativa para a nota reflete incertezas sobre a capacidade de aumentar a produção.

Dólar
O dólar finalmente fechou abaixo de R$ 3 pela primeira vez desde 4 de março, embalado pelo comportamento externo de queda da moeda e com ajuda de fatores domésticos, como a divulgação do balanço da Petrobras e o cenário político menos tenso. O dólar à vista fechou em baixa de 1,13%, a R$ 2,9780, a terceira queda seguida e o menor patamar desde 2 de março (R$ 2,8930). Oscilou da máxima de R$ 3,0310 à mínima de R$ 2,9740 (-1,26%). O volume no mercado à vista às 16h48 era de US$ 1,346 bilhão. Nesse horário, o dólar para maio caía 1,11%, a R$ 2,988.

Taxas de juros
Na contramão do câmbio, os juros futuros terminaram com viés de alta ontem, ainda refletindo as indicações do Banco Central de que seguirá "vigilante" na condução da política monetária. Assim, a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter o ritmo de alta da Selic em 0,50 ponto porcentual nas suas próximas duas reuniões continuou blindando a curva do contágio do apetite ao risco que deu as cartas nos demais ativos domésticos.

(Agência Estado)

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