MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Agência Estado 
Disparada
A Bovespa teve ontem uma sessão firme de ganhos puxada por Petrobras e siderúrgicas, mas com alta disseminada por todos os setores. Poucas ações terminaram no vermelho, em dia de avanço das bolsas internacionais. A bolsa paulista subiu 1,74%, aos 54.918,74 pontos, maior nível desde os 55.098,47 pontos registrados no dia 26 de novembro do ano passado. Na mínima, registrou 54.037 pontos (+0,10%) e, na máxima, 54.960 pontos (+1,81%). No mês, acumula ganho de 7,37% e, no ano, de 9,82%. O giro financeiro preliminar indica R$ 11,682 bilhões.
Nos EUA
Nos Estados Unidos, os balanços corporativos foram bons e estimularam compras, porque reforçaram a percepção de início do aumento dos juros mais tardio. O Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,42%, aos 18.112,61 pontos, o S&P teve valorização de 0,51%, aos 2.016,63 pontos, e o Nasdaq registrou elevação de 0,68%, aos 5.011,02 pontos.
Petrobras
Petrobras teve novo salto, de 7,87% na ON e de 6,73% na PN, respectivamente segunda e quarta maiores altas do Ibovespa. A expectativa pelos números do balanço e a alta do petróleo contribuíram para o desempenho das ações.

Siderúrgicas
CSN ON disparou 8,56% e foi o papel que mais subiu ontem, enquanto Usiminas PNA teve alta de 7,33%. Fora do índice, Usiminas ON saltou 13,99%. As ações reagiram à decisão da CVM, que concluiu que a aquisição da fatia da Previ na Usiminas pela Ternium obriga a realização de oferta pública de aquisição (OPA) de ações por aumento de participação para todas as ações ordinárias em circulação. A Ternium, no entanto, já informou que vai recorrer da decisão.
Dólar
O dólar caiu com os números fracos dos EUA e terminou a segunda sessão consecutiva de baixa, a R$ 3,04, no menor preço desde 5 de março (R$ 3,009). Na mínima, marcou R$ 3,034 e, na máxima, R$ 3,094. No mês, acumula perda de 5% e, no ano, tem alta de 14,50%. No mercado futuro, a moeda marcava, às 16h33, recuo de 0,81%, a R$ 3,055.
Juros
O movimento de queda do dólar influenciou as taxas de juros, mas o resultado do IGP-10 (alta de 1,27% em abril) e do IBC-Br (alta de 0,36% em fevereiro) limitaram o movimento. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 encerrou a 13,030, ante 13,017% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2016 tinha taxa de 13,27%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017, de 12,95% (12,96%) e o DI para janeiro de 2021, de 12,40% (12,42% no ajuste da véspera).


