Em queda
A Bovespa fechou ontem em queda conduzida principalmente pelo fraco desempenho dos papéis de bancos durante o dia e por um movimento de realização de lucros após três dias de ganhos consecutivos. No fim, o Ibovespa caiu 0,48%, aos 53.981,92 pontos. O volume de negócios somou R$ 6,789 bilhões, segundo dados preliminares.

Bancos
No fechamento, as ações do bancos acabaram em direções divergentes, ainda repercutindo a decisão anunciada pela agência de classificação de risco Fitch de revisar para negativa a perspectiva dos ratings do BNDES, da Caixa, do Banco do Brasil, do Bradesco e do Itaú Unibanco. BB ON, -0,74%; Bradesco ON, -1,02%; Bradesco PN, +0,84%; e Itaú Unibanco PN, estável.

Em alta
As ações PN da Gol lideram as altas do Ibovespa, com ganho de 7,41%, impulsionadas pela queda do dólar ante o real. Os papéis PNA da Vale ficaram em segundo lugar entre os maiores ganhos do dia (+5,03%), ajudadas pela recuperação dos preços do minério de ferro para um patamar acima dos US$ 50,00. Vale ON, +2,80%. Petrobras também ficou entre os destaques de alta. O conselho da estatal anunciou que vai analisar o balanço auditado em reunião marcada para o próximo dia 22. Petrobras ON subiu 0,24% e Petrobras PN, 1,79%.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Wall Street
Em Wall Street, as bolsas fecharam com sinais divergentes. O Dow Jones e o S&P-500 subiram 0,33% e 0,16%, respectivamente, ajudados pela recuperação do petróleo e por alguns balanços positivos. O Nasdaq caiu 0,22%.

Dólar
A moeda acelerou o declínio na segunda parte da sessão com comentários do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que "há compromisso firme da política monetária com a convergência da inflação para dezembro de 2016". No fim da sessão, o dólar caiu 1,86%, aos R$ 3,0620, interrompendo 3 sessões de alta. O volume de negócios totalizou US$ 912 milhões. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 1,93%, a R$ 3,0780, perto das 16h30.

Juros
As taxas de juros futuros de prazo mais curto terminaram em leve alta, reagindo a declarações de Tombini, que reafirmou a convergência da inflação para a meta em 2016. No vértice mais longo, os juros fecharam em baixa, puxados pelo recuo de quase 2% do dólar. No término do pregão regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 tinha taxa de 13,017%, ante 13,005% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 indicava 13,27%, igual à véspera. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 projetava 12,96%, de 13,07% e o DI para janeiro de 2021, 12,42%, ante 12,58% no ajuste anterior.

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