MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
A Bovespa conseguiu ontem romper o patamar de 54 mil pontos, renovando seu maior nível desde o final de novembro passado. Mais uma vez, subiu impulsionada por ganhos robustos de Petrobras, que segue como preferida do investidor estrangeiro. O índice se firmou em alta no período vespertino, renovou as máximas e se sustentou no novo patamar, ajudado ainda pela valorização dos bancos nesta sessão.O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,76%, aos 54.214,11 pontos, renovando o maior nível desde 28 de novembro de 2014 (54.664,36 pontos). Na mínima, marcou 53.556 pontos (-0,46%) e, na máxima, 54.413 pontos (+1,14%). Na semana, pela segunda vez consecutiva, acumulou ganhos, de 2,05%. No mês, tem valorização de 5,99% e, no ano, de 8,41%. O giro financeiro totalizou R$ 6,334 bilhões.
Capital estrangeiro
A principal razão para a alta, segundo os profissionais, segue com o fluxo firme de ingresso de capital estrangeiro na Bovespa. Petrobras tem sido uma das principais escolhas, com o mercado crente que a empresa cumprirá o prazo para divulgação de seus números dos terceiro e quarto trimestres de 2014.
A trégua na crise política também permite ao investidor olhar a Bovespa com uma visão mais aguçada, e como as ações estão baratas, ainda mais com esse dólar (que fechou a R$ 3,087), o fluxo encontra um caminho natural para cá.
Petrobras
O setor financeiro contribui com a alta do índice. Bradesco PN, +1,07%, Itaú Unibanco PN, 0,73%, BB ON, 3,58%, e Santander unit, 2,95%. Mas foi Petrobras que continuou a despontar no mercado. A ação ON terminou em +2,51% e a PN, em +2,25%. Na semana, subiram, respectivamente, 11,60% e 10,26%, e acumulam, em abril, alta de 23,49% e 21,48%, na mesma ordem. Desde o piso do ano, registrado em 30 de janeiro, as ações já superam 40% de ganhos (a ON subiu 47,14% e a PN, 44,50% até hoje).
Vale
Vale terminou nas mínimas, em baixa de 2,02% na ON e de 1,48% na PNA, em mais um dia de recuo do preço do minério no exterior.
Dólar
O dólar deu sequência ao movimento iniciado quinta-feira e passou o dia em alta diante do real, confirmando o sinal positivo no encerramento dos negócios. A valorização no exterior continuou estimulando a recomposição de posições vendidas no câmbio doméstico, uma vez que o dólar no balcão havia acumulado perda de mais de 5% em sete sessões até quarta-feira. O dólar à vista no balcão subiu 0,62%, para R$ 3,0870, fechando a semana com variação negativa acumulada de 1,3%. Oscilou da mínima de R$ 3,0700 (+0,07%) à máxima de R$ 3,094 (+0,85%). O giro no mercado à vista era de US$ 1,092 bilhão por volta das 16h30. O dólar futuro para maio avançava 0,84%, a R$ 3,104.





