MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de abril de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
Com forte ingresso de fluxo estrangeiro, a Bovespa fechou ontem nos 53 mil pontos, renovando o maior nível em quatro meses, estimulada por compras generalizadas, mas com destaque novamente para os ganhos de 5% em Petrobras. O Ibovespa, assim, terminou em alta de 1,53%, aos 53.123,02 pontos, maior patamar desde os 54.664,36 pontos de 28 de novembro do ano passado. Na mínima da sessão, marcou 52.322 pontos (estabilidade) e, na máxima, 53.312 pontos (+1,89%). No mês, já soma valorização de 3,86% e, no ano, de 6,23%. O giro financeiro totalizou R$ 7,853 bilhões. O fluxo de estrangeiro, que fechou março positivo em R$ 3,809 bilhões, seguiu presente na Bovespa e foi determinante para o pregão destes dois primeiros dias de abril. Com o recuo do dólar, que barateia as ações brasileiras para o estrangeiro, e o clima político mais ameno, a Bovespa se torna uma boa opção para esse investidor.
Dow Jones
O exterior em alta também favoreceu o desempenho da Bovespa. As bolsas norte-americanas avançaram depois que os dados de auxílio-desemprego vieram melhores do que o esperado e elevaram as expectativas para o payroll que sai hoje. O Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,37%, aos 17.763,23 pontos, o S&P teve valorização de 0,35%, aos 2.066,96 pontos, e o Nasdaq subiu 0,14%, aos 4.886,94 pontos.

Petrobras
No Brasil, Petrobras marcou mais uma sessão de fortes ganhos, elevando a 10% a alta acumulada em apenas duas sessões. Subiu 5,16% na ON e 5% na PN.As ações da Vale, que abriram em queda de mais de 1,0%, viraram e fecharam com ganhos de 2,62% na ON e de 3% na PNA, apesar de o preço do minério de ferro ter caído ainda mais, para US$ 46,7 a tonelada na China (-4,7% em relação a anteontem).
Dólar
Em meio a uma aparente trégua nas tensões políticas entre o governo e a base aliada, o mercado encontrou espaço para devolver parte dos ganhos embutidos nos preços em março e o dólar à vista marcou ontem sua quarta sessão consecutiva de queda em relação ao real. O movimento de desvalorização foi mais acentuado do meio da tarde, sob influência direta do exterior, onde a moeda norte-americana cai forte ante o euro e outras divisas de países ligados a commodities ou emergentes. No mercado de balcão, o dólar terminou em baixa de 1,45% ante o real, negociado a R$ 3,1270 no balcão. Na máxima da sessão, marcou R$ 3,1850 (+0,38%), enquanto na mínima, ficou em R$ 3,1210 (-1,64%). No mês de abril, a divisa acumula perda de 2,28% mas, em 2015, sobe 17,78%.


