Em queda
A Bovespa oscilou entre perdas e ganhos durante toda a sessão de ontem para terminar com queda de 0,18%, aos 51.150,16 pontos. Na máxima do dia, a bolsa atingiu 51.466 pontos (+0,46%) e, na mínima, 50.612 pontos (1,23%). No mês de março, a Bovespa acumulou queda de 0,84% e, no ano, alta de 2,29%. O giro foi de R$ 6,74 bilhões. A Bovespa abriu o pregão de ontem em queda, alinhada ao sinal negativo registrado pelas bolsas internacionais, mas zerou as perdas e passou a subir ainda pela manhã, apoiada pela demanda de estrangeiros, segundo operadores.

Volátil
No entanto, a negociação permaneceu volátil ao longo dia, à medida que os investidores monitoravam a participação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Senado, a divulgação de dados econômicos e de notícias em torno da Petrobras. Bem cedo, o Tesouro informou que o Governo Central registrou em fevereiro o pior resultado para o mês desde 1997, com um deficit de R$ 7,357 bilhões, maior que o piso do intervalo das estimativas. Já o setor público consolidado apresentou deficit primário de R$ 2,3 bilhões em fevereiro, marcando o pior resultado para o mês desde 2013, conforme dados do Banco Central.

Movimento
No setor corporativo, as ações ON da Petrobras caíram 0,10% e as PN subiram 0,10%. Vale terminou o dia em baixa, prejudicada pelo recuo do preço do minério de ferro no exterior. Vale ON recuou 3,65% e Vale PNA, 3,74%. Bradespar ON, acionista da empresa, também caiu 3,73%. Do outro lado, avançaram CPFL ON (+3,33%) e Bradesco ON (+2,24%).


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Reflexo
Em Nova York, as bolsas fecharam em queda. O Dow Jones recuou 198,05 pontos (-1,10%), aos 17.778,26 pontos; Nasdaq encerrou em queda de 46,55 pontos (-0,94%), aos 4.900,89 pontos; S&P 500 fechou em queda de 18,32 pontos (-0,88%), aos 2.067,90 pontos.

Dólar
O dólar fechou a última sessão de março em baixa. No fim dos negócios nesta terça-feira, o dólar à vista caiu 0,59%, a R$ 3,200. O volume de negócios totalizava US$ 2,737 bilhões por volta das 16h30. No mercado futuro, o dólar para maio, o mais líquido, recuava 1,14%, a R$ 3,2205.

Juros
A queda do dólar exerceu pressão sobre as taxas de juros futuras, que fecharam em baixa. No fim do pregão regular, na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 (45.370 contratos) mostrava taxa de 13,020%, na mínima, ante 13,049% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2016 (176.745 contratos) indicava 13,50%, de 13,59% no ajuste anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (176.745 contratos) indicava 13,38%, na mínima, de 13,47% no ajuste de ontem, e o com vencimento em janeiro de 2021 marcava 12,94%, ante 13,06% no ajuste anterior.

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