MERCADO FINANCEIRO
Em queda
Ontem, a Bovespa mais do que devolveu a alta da véspera, afetada pela aversão ao risco global em razão da crise militar no Iêmen e em meio à expectativa pela reunião do Conselho de Administração da Petrobras. Os papéis da estatal caíram 5% sem o mercado ter conhecimento do que foi discutido no encontro. A reunião se estendeu durante o dia e muitos investidores se desfizeram das ações.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,47%, a maior queda num único dia desde os -2,57% de 19 de janeiro de 2015. Encerrou aos 50.579,85 pontos. Na mínima, marcou 50.528 pontos (-2,57%) e, na máxima, 51.835 pontos (-0,04%). No mês, acumula perda de 1,94% e, no ano, de ganho de 1,15%. O giro financeiro totalizou R$ 6,488 bilhões.
Petrobras
O mercado tinha esperança de que o Conselho da Petrobras tenha debatido o balanço do terceiro trimestre e de 2014 auditados ontem. A estatal, no entanto, desmentiu no final do dia que tivesse data para a divulgação do balanço. Para ajudar, a ex-presidente da empresa Graça Foster declarou, em CPI que investiga a estatal na Câmara, que o dólar a R$ 3 é ruim para a empresa.
Desce
Petrobras ON caiu 5,04%, PN, 4,98%. Vale ON perdeu 4,25%, PNA, 3,47%, Bradesco PN, 3,08%, Itaú Unibanco PN, 2,82%, BB ON, 3,91%, e Santander unit, 2,24%. As bolsas europeias recuaram e as norte-americanas também. O Dow Jones fechou em baixa de 0,23%, aos 17.678,23 pontos, o S&P teve perda de 0,24%, aos 2.056,15 pontos, e o Nasdaq caiu 0,27%, aos 4.863,36 pontos.
Dólar
Após sustentar leves ganhos durante boa parte da tarde, o dólar à vista perdeu força na reta final e terminou em baixa de 0,28% ante o real, negociado a R$ 3,1880, no balcão. Na máxima da sessão, marcou R$ 3,2220 (+0,78%), enquanto na mínima, ficou em R$ 3,1720 (-0,78%). No mês de março, a divisa acumula valorização de 11,62% e, em 2015, sobe 20,08%.
Contramão
Na BM&FBovespa, a moeda para abril exibia desvalorização de 0,45%, cotada a R$ 3,1930, por volta das 16h35. O volume no mercado à vista era robusto, de aproximadamente de US$ 2,014 bilhões perto das 16h40, sendo US$ 1,667 bilhão em D+2. A baixa do dólar no Brasil ocorre na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana sobe ante a maioria das demais divisas.
Juros
As taxas de juros futuros acentuaram a alta ao longo da segunda parte da sessão de ontem e terminaram em viés positivo. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 indicava 13,55% (321.945 contratos), de 13,53% na última quarta-feira. O DI para janeiro de 2017 registrava 13,47% (296.995 contratos), ante 13,40% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2021 mostrava 13,05% (91.915 contratos), de 12,95% no ajuste da véspera.
(Agência Estado)





