MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
Uma realização de lucros acabou levando a Bovespa a fechar em queda ontem, um dia depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciar que manteve o rating do Brasil em BBB-, com perspectiva estável. Segundo profissionais de mercado, os ganhos de quase 7% acumulados pela bolsa ao longo da semana passada abriram espaço para que os agentes promovessem um ajuste ontem nas ações. No fim do dia, o Ibovespa caiu 0,78%, aos 51.506,07 pontos. Durante a sessão, o índice oscilou entre uma máxima de 52.223 pontos (+0,61%) e uma mínima de 51.006 pontos (-1,74%). O giro de negócios totalizou R$ 5,359 bilhões, segundo dados preliminares. Com o resultado de ontem, a Bovespa acumula queda de 0,15% em março e alta de 3,00% no ano.
Pressão
A bolsa abriu a sessão de ontem em alta moderada, reagindo ao anúncio da S&P, mas o sinal divergente exibido pelas bolsas de Nova York e um movimento de realização de lucros acabou pressionando o mercado doméstico, que passou a oscilar perto da estabilidade logo depois. No fim da manhã, a Bovespa se firmou em queda e bateu mínimas na sessão, conduzida pela alta do dólar no mercado à vista e dos juros futuros, à medida que os investidores acompanhavam uma audiência com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no Senado.
Corporativas
No setor corporativo, as ações PN da Gol lideraram as baixas do Ibovespa, com recuo de 4,32%, devolvendo os ganhos registrados nos últimos pregões, com a percepção de que o cenário para a companhia segue desafiador. As ações ON da Vale ficaram no segundo lugar entre as maiores baixas, caindo 3,93% no fim do pregão. Vale PNA perdeu 2,42%. A mineradora foi penalizada por dados da China e pelo cenário para o preço do minério de ferro. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial chinês, medido pelo HSBC, caiu para 49,2 na leitura preliminar de março, o menor nível em 11 meses, de 50,7 em fevereiro, renovando as preocupações com a economia do país.
Petrobras
Os papéis da Petrobras terminaram com altas de 0,22% (ON) e 0,43% (PN), depois de registrarem volatilidade mais cedo.
Dólar
O dólar à vista terminou com baixa de 0,83%, aos R$ 3,1250. O volume de negócios totalizava US$ 617 milhões por volta das 16h50. No mercado de câmbio futuro, o dólar para abril cedia 0,43%, aos R$ 3,1320. A queda maior do dólar à vista é justificada por um ajuste ao fechamento do dólar futuro anteontem que acentuou o declínio com a decisão da S&P de manter o rating soberano do Brasil.





