MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de março de 2015
Agência Estado 
Dólar
O dólar à vista no balcão deu sequência ontem ao movimento da sexta-feira e fechou em baixa pela segunda sessão consecutiva acumulando, ante o real, desvalorização de 4,37% neste período. O desempenho foi determinado pelo exterior, onde a moeda norte-americana perdeu valor de forma generalizada, afetada pelas apostas de que o Federal Reserve deverá subir o juro nos EUA somente no segundo semestre. O dólar à vista no balcão encerrou em R$ 3,1510 (-2,66%), o menor patamar desde o último dia 11 (R$ 3,1250). Oscilou da máxima de R$ 3,2160 (-0,65%) à mínima de R$ 3,1500 (-2,69%). Às 16h37, o volume no mercado à vista era de US$ 809 milhões aproximadamente, sendo US$ 786 milhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para abril cedia 2,67%, a R$ 3,1570.
Influência externa
A percepção de que o Fed não deverá mexer nas taxas dos Fed Funds nas próximas reuniões e, quando o fizer, será de forma bastante cautelosa, vem provocando a queda do dólar ante as principais moedas desde a divulgação do comunicado da reunião do BC norte-americano na última quarta-feira. Ontem, a expectativa de que a retirada da política monetária do modo acomodatício será feita com cuidado foi reforçada após declarações do vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer. Ele disse que os juros do país devem subir ainda neste ano, mas alertou que é improvável que os movimentos seguintes sejam apenas para cima. Segundo ele, porém, a decisão de aumentar os juros será comunicada por "uma ampla gama de informações sobre as condições do mercado de trabalho, inflação e evolução financeira e internacional".

Ibovespa
A Bovespa teve um pregão de elevada volatilidade e de giro mais curto ontem, à espera de uma semana carregada de indicadores e com potencial de dar um norte aos negócios - entre outros destaques, a agenda reserva, para hoje, entrevista da S&P para comentar a manutenção do rating BBB- do Brasil, com perspectiva estável, após o fechamento do mercado à vista. Ontem, ao encostar novamente no patamar de 52 mil pontos, o índice perdeu força e, depois de muito vaivém, terminou em sintonia com Wall Street. O Ibovespa terminou com ligeira desvalorização de 0,11%, aos 51.908,46 pontos. Na mínima do dia, registrou 51.516 pontos (-0,87%) e, na máxima, 52.178 pontos (+0,41%). No mês, acumula ganho de 0,63% e, no ano, de 3,80%. O giro financeiro totalizou R$ 5,336 bilhões.
Petrobras
Petrobras ON terminou com ganho de 0,66% e a PN fechou estável. Nesta semana, a petrolífera realizará reunião do Conselho de Administração, mas não está prevista na pauta a divulgação do balanço auditado. Vale ON subiu 0,64% e a PNA recuou 0,35%.


