MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de março de 2015
Agência Estado 
Em alta
A busca por ativos de maior risco no exterior, favorecida pelo avanço das negociações sobre a Grécia na Europa, também fez a Bovespa ter fortes ganhos ontem. O Ibovespa fechou com valorização de 1,99%, aos 51.966,58 pontos, e terminou a semana com ganhos de 6,94%. Foi a melhor semana para a bolsa em quatro meses, desde a encerrada em 21 de novembro. Na mínima, marcou 50.964 pontos (+0,02%) e, na máxima, 52.286 pontos (+2,61%). O giro financeiro foi de R$ 8,536 bilhões. No ano, a bolsa brasileira acumula ganhos de 3,92% e, em março, pela primeira vez, passou a acumular alta, de 0,74%.
Cenário político
Um dos fatores foi o discurso da presidente Dilma Rousseff, no Rio Grande do Sul. Ela fez uma defesa veemente do ajuste fiscal e, entre outras coisas, afirmou que o governo fará um contingenciamento "expressivo" no Orçamento tão logo o projeto de lei orçamentária seja sancionado.
Blue chips
O mercado gostou do que ouviu e ampliou a busca por ações da Vale e da Petrobras, que terminaram nas cotações máximas do dia. Vale ON subiu 5,74%, aos R$ 20,25, e PNA teve ganho de 4,70%, aos R$ 17,38, enquanto Petrobras ON avançou 5,41%, aos R$ 9,16, e PN teve ganho de 5,06%, aos R$ 9,35.

Balanço
Os papéis da Estácio subiram 12,47%, favorecidos pela divulgação do balanço da empresa na noite de ontem. A empresa do setor educacional teve lucro líquido de R$ 80,9 milhões no quarto trimestre de 2014, alta de 79,4% ante o mesmo período de 2013.
Nos EUA
Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,94%, aos 18.127,65 pontos, o S&P 500 teve ganho de 0,90%, aos 2.108,06 pontos, e o Nasdaq subiu 0,68%, aos 5.026,42 pontos.
Dólar
O clima positivo no exterior, marcado pela busca por ativos de maior risco, abriu espaço ontem para a queda firme do dólar ante o real no Brasil. O dólar à vista de balcão cedeu 1,76%, aos R$ 3,2370. O dólar para abril o mais líquido e o que serve de referência para o câmbio brasileiro cedia 1,69%, aos R$ 3,2485.
Juros
A baixa firme do dólar no Brasil, somada à queda dos yields (retorno) dos Treasuries (títulos dos EUA) em Nova York e à nova defesa do ajuste fiscal por Dilma definiu o recuo das taxas dos contratos de juros. O DI com vencimento em julho de 2015 projetava 13,080%, de 13,120% no ajuste de ontem. Para janeiro de 2016 apontava 13,69%, ante 13,77%. O DI para janeiro de 2017 marcava 13,55%, ante 13,65% na véspera. E o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 13,10%, de 13,21%.


