Bovespa
A Bovespa passou ontem por correção após conquistar 6% de ganhos nas três sessões de alta anteriores. A continuidade da crise política depois da demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação serviu como pano de fundo para os investidores irem às vendas.O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 1,11%, aos 50.953,53 pontos. Na mínima, marcou 50.791 pontos (-1,43%) e, na máxima, 51.547 pontos (+0,04%). No mês, acumula perda de 1,22% e, no ano, alta de 1,89%. O giro financeiro totalizou R$ 5,740 bilhões.

Câmbio
A alta do dólar para quase R$ 3,30 favoreceu exportadoras, cujos papéis foram um dos poucos que subiram. Suzano PNA (+5,96%) foi a maior valorização, seguida por JBS ON (+4,14%) e Fibria ON (+3,09%). Embraer ON também estava na lista e avançou 1,35%.


Blue chips
Vale, por sua vez, terminou em queda de 2,25% na ON e de 1,07% na PNA, enquanto Petrobras ON recuou 4,40% e a PN, 3,99%.

Nos EUA
As bolsas de Nova York fecharam em queda, pressionadas principalmente por ações do setor de energia. Os preços do petróleo voltaram a cair expressivamente em razão da valorização do dólar e do excesso de oferta da commodity. O índice Dow Jones caiu 0,65% e o S&P 500 perdeu 0,49%. Por outro lado, o Nasdaq subiu 0,19%.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
O dólar à vista terminou a sessão de ontem em alta de 2,49%, negociado a R$ 3,2950, o maior preço desde 1º de abril de 2003 (R$ 3,3130). Na mínima, ficou em R$ 3,2360 (+0,65%) e, na máxima, marcou R$ 3,3060 (+2,83%). Apenas no mês de março a moeda acumula valorização de 15,37% e, em 2015, sobe 24,11%. No mercado futuro, às 16h37, o dólar para abril tinha valorização de 2,56%, a R$ 3,3070. O volume no mercado à vista era de aproximadamente US$ 1,002 bilhão perto das 16h35, sendo US$ 934 milhões em D+2.

Juros
Na renda fixa, os juros futuros terminaram a sessão de ontem em alta, na esteira da disparada do dólar e em meio ao avanço dos juros dos Treasuries, que voltaram a subir após reagirem em forte baixa ao comunicado do Fed (banco central dos EUA), na véspera. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 (426.930 contratos) indicava 13,77%, de 13,21% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 (543.775 contratos) apontava 13,65%, de 13,02% no ajuste anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 (155.385 contratos) projetava 13,21%, ante 12,53% de anteontem. No fim da tarde, o juro da T-note de 10 anos estava em 1,948%, de 1,915%.

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