MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de março de 2015
Agência Estado 
Influência
O investidor estrangeiro continua a sustentar a recuperação recente da bolsa brasileira, mas a trajetória ganhou reforço ontem do comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que não cravou uma expectativa de curto prazo para o aumento para a taxa de juros. O Fed tirou o termo "paciente" do comunicado, como esperado, mas a presidente da instituição, Janet Yellen, afirmou que isso não significa que haverá elevação dos juros na reunião de junho.
Bovespa
Com isso, as bolsas norte-americanas passaram a subir com vigor e a Bovespa, que já avançava, renovou as máximas e ultrapassou os 2% de ganhos. O índice acabou com valorização de 2,47%, aos 51.526,19 pontos, no maior nível do mês. No ano, a Bovespa avança 3,04%. O giro financeiro totalizou R$ 8,309 bilhões.
Petrobras
Em meio à notícia de que a Eletrobras vai repactuar sua dívida com a Petrobras, a estatal do petróleo ultrapassou 4% de ganhos, com a ON subindo 4,36% e a PN, 4,27%.
Vale
Vale, entretanto, caiu em meio ao recuo do preço do minério de ferro na China. Vale ON desceu 1,46%, e Vale PNA, 2,39%.

Financeiras
Os bancos, por outro lado, tiveram robusta elevação: Bradesco PN, 3,94%, Itaú Unibanco PN, 3,02%, BB ON, 7,08%, Santander unit, 3,08%. Ainda no setor financeiro, Cielo ON avançou 3,51% e BM&FBovespa ON, 4,19%.
Nos EUA
O Dow Jones terminou com variação de 1,27%, aos 18.076,19 pontos, o S&P subiu 1,21%, aos 2.099,42 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,92%, aos 4.982,83 pontos.
Dólar
A moeda norte-americana, que vinha operando em queda no exterior durante a tarde, aprofundou o sinal negativo após o comunicado do Fed. No fechamento, marcou recuo de 0,96%, a R$ 3,2150. Na mínima da sessão, a moeda foi cotada a R$ 3,2020 e, na máxima, a R$ 3,2780. No mercado futuro, o dólar para abril operava em baixa de 0,94% às 16h38, a R$ 3,2235.
Juros
Depois de ser conhecido, o documento do Fed imputou um viés de baixa ao dólar e aos juros dos Treasuries, empurrando os DIs para baixo. No término da sessão regular, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 (121.350 contratos) tinha taxa de 13,100%, ante 13,120% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2016 (304.110 contratos) apontava 13,65%, de 13,76%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (339.000 contratos) projetava 13,42% (mínima), ante 13,59% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2021 (119.465 contratos) indicava 12,82% (mínima), ante 12,97% no ajuste anterior.


