Bovespa
A forte entrada de estrangeiros na Bovespa à procura de barganhas diante da valorização do dólar levou a bolsa a fechar ontem na maior alta porcentual desde 7 de janeiro. As declarações do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, sobre algumas medidas fiscais, somadas à expectativa por um pacote de incentivo na China e ao plano da Petrobras de se desfazer de ativos, também contribuíram. No fim, o Ibovespa subiu 2,94%, aos 50.285,12 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 7,159 bilhões. Na máxima do dia, a bolsa atingiu 50.384 pontos (+3,14%) e, na mínima, 48.841 pontos (-0,01%). No ano, a Bovespa tem alta de 0,56%, mas, no mês, tem perda de 2,52%.

Petrobras
As ações ON e PN da Petrobras terminaram com alta de 5,58% e 5,08%, respectivamente. A alta ocorreu apesar da notícia sobre a saída da Petrobras do Dow Jones Sustainability Index World, um dos principais índices mundiais. Ainda, a empresa teria definido os ativos que deve vender dentro do programa de desinvestimentos, para conseguir US$ 13,7 bilhões para reduzir o endividamento e preservar o caixa.

Financeiras
No setor financeiro, houve altas de Banco do Brasil ON (+5,05%), Bradesco ON (+4,40%), Bradesco PN (+3,92%), Itaú Unibanco (+2,87%) e Santander Unit (+2,72%).


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Vale
Além da demanda de estrangeiros, as expectativas sobre novas medidas de estímulo na China repercutiram na Vale ON e PNA, que avançaram 5,19% e 4,63%, respectivamente.

Nos EUA
Houve queda na maioria das bolsas pela cautela dos investidores antes da reunião de hoje do Federal Reserve (Fed). O índice Dow Jones recuou 0,71%, aos 17.849,20 pontos; S&P 500 caiu 0,34%, aos 2.074,18 pontos; Nasdaq subiu 0,16%, aos 4.937,44 pontos.

Dólar
O dólar subiu durante o dia, mas fechou estável, após movimento de entrada de compradores estrangeiros na bolsa. No final do dia, o dólar à vista fechou estável, cotado a R$ 3,2460. O giro de negócios somava US$ 1,279 bilhão perto das 17 horas. Para abril, recuava 0,60%, a R$ 3,2445.

Juros
As taxas de juros fecharam a sessão nas mínimas, reagindo a declarações do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Os contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 (70.960 contratos) apontava 13,120%, ante 13,140% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2016 (186.710 contratos) indicava 13,76%, de 13,86%. Para janeiro de 2017 (254.440 contratos) tinha taxa de 13,59%, 13,80%. O DI para janeiro de 2021 (101.755 contratos) marcava 12,97%, ante 13,30%.

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