MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Ibovespa
Desceu
Dólar
Protesto à parte
A Bovespa deixou as manifestações de lado e acompanhou ontem o comportamento das bolsas internacionais, para terminar em alta de 0,52%, aos 48.848,21 pontos. Na mínima, registrou 48.394 pontos (-0,42%) e, na máxima, 49.205 (+1,25%). No mês, acumula perda de 5,30% e, no ano, de 2,32%. O giro financeiro totalizou R$ 7,725 bilhões, dos quais R$ 2,11 bilhões referem-se ao exercício de opções sobre ações.
Efeito EUA
A queda do dólar no exterior e no Brasil favoreceu a Bovespa. As bolsas norte-americanas terminaram com alta firme, após indicadores mais fracos elevarem a expectativa para o resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) nesta semana. O Dow Jones subiu 1,29%, aos 17.977,42 pontos, o S&P fechou com ganho de 1,35%, aos 2.081,19 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 1,19%, aos 4.929,51 pontos.
Próximo passo
O efeito das manifestações sobre o mercado, para os especialistas, foi neutro. A questão é como serão os desdobramentos dos protestos. A resposta imediata do governo foi colocar os ministros para defender o ajuste fiscal e também a prerrogativa da população de reivindicar direitos. A própria presidente Dilma Rousseff falou sobre o assunto.
Política econômica
Destaque ainda para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que também defendeu o ajuste fiscal, falou dos cortes já promovidos pelo governo nos gastos, disse que o Executivo dialoga com o Congresso e afirmou que trabalha para evitar o downgrade e a inflação alta.
Petrobras
Petrobras fechou com alta de 1,23% na ON e de 1,93% na PN. Vale ON subiu 0,11% e Vale PNA recuou 0,30%. Bradesco PN subiu 1,49%, Itaú Unibanco PN ficou estável, assim como BB ON. Santander unit avançou 0,97%.
Dólar
Após sete sessões seguidas de alta, o dólar ficou em baixa. À vista, encerrou na máxima de R$ 3,246 (-0,43%). Perto das 16h30, o volume financeiro era de US$ 1,258 bilhão. Para abril, cedia 0,20%, a R$ 3,260. No mês, ainda há alta acumulada em 13,66%.
Juros
Os principais contratos seguem precificando um aumento de 0,75 ponto porcentual da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril. O DI janeiro de 2016 movimentou 127.510 contratos e terminou em 13,86%, mesma taxa do ajuste anterior. O DI janeiro de 2017 (182.375 contratos) ficou em 13,80%, de 13,79% na sexta-feira. O DI janeiro de 2021, com 41.645 contratos, terminou em 13,30%, de 13,28%. (Agência Estado)





