Crise
A crise política voltou a justificar o nervosismo na Bovespa ontem. Os papéis chegaram a aliviar as perdas exibidas mais cedo, com a ON caindo 1,57% e a PN, 2,35%. No pior momento do dia, o Ibovespa chegou a perder pontualmente o patamar de 48 mil pontos, recuperado mais tarde. O Ibovespa terminou em baixa de 0,58%, aos 48.595,81 pontos. Na mínima, marcou 47.905 pontos (-2%) e, na máxima, registrou 48.858 pontos (-0,05%). Pela segunda semana consecutiva terminou com perdas, de 2,77%. No mês, já cai 5,79% e, no ano, 2,82%. O giro financeiro totalizou R$ 7,358 bilhões.

Impactos
O movimento vendedor ganhou força na Bovespa por causa de duas notícias: a primeira, de que Joaquim Levy, ministro da Fazenda, teria ameaçado se demitir se não fosse aprovado no Senado o veto da Presidência à prorrogação até 2042 dos subsídios sobre a energia elétrica para grandes empresas do Nordeste. A outra informação, depois desmentida, foi a de que a Petrobras estaria conversando com credores para adiar seis meses a divulgação de seu balanço auditado.

Câmbio
O dólar atingiu o maior valor em quase 12 anos. No pior momento do dia, a moeda norte-americana chegou a se aproximar dos R$ 3,28, para depois encerrar em patamar um pouco menor, aos R$ 3,260, com alta de 3,36% no balcão. Fontes do governo se movimentaram após o encerramento dos negócios à vista, citando inclusive "claro exagero" na alta do dólar. Isso impactou a moeda para abril, que subia um pouco menos no final da tarde (+2,34%, aos R$ 3,2605).

Perdas
No mercado spot (à vista) de Forex (câmbio internacional), o real era a moeda que acumulava a maior perda de valor, em 2015, ante o dólar. Durante a tarde, o avanço acumulado este ano do dólar ante o real neste mercado estava acima de 22% - bem mais que os cerca de 15% que a divisa dos EUA tinha acumulado ante a coroa dinamarquesa (segunda que mais perdeu no ano até agora).

Juros
As taxas dos contratos futuros de juros acompanharam a disparada do dólar e subiram de forma consistente. As notícias - depois desmentidas - de que Petrobras adiaria a divulgação de seu balanço auditado, a não atuação direta do Banco Central no câmbio e as tensões sobre as manifestações contra e a favor do governo Dilma acabaram pesando nos negócios. O DI para julho de 2015 marcava 13,17%, de 13,129% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 apontava 13,86%, ante 13,78% ontem. O DI para janeiro de 2017 mostrava taxa de 13,79%, de 13,78% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 indicava 13,28%, ante 13,27% na véspera.

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