MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de março de 2015
Agência Estado 
Dólar
Após uma manhã em baixa, a moeda norte-americana passou a subir no período da tarde, quando atingiu os maiores níveis do dia. O dólar à vista no balcão fechou em R$ 3,154 (+0,93%), maior patamar desde 14/6/2004 (R$ 3,17). Na máxima, o dólar chegou a R$ 3,1610 (+1,15%). Às 16h48, a moeda para abril no segmento futuro era cotada em R$ 3,175 (+0,97%).
Influência
Pela manhã, o câmbio doméstico for norteado principalmente pela tendência externa de queda do dólar, mas ao longo do período o movimento foi perdendo força até que houve a inversão para a alta. No início da tarde, o mercado doméstico se descolou do exterior, passando a prevalecer as preocupações com a economia interna.
Exportações
Os investidores se deslocaram para a ponta de compra depois da divulgação de um relatório da Fitch, no qual o diretor Joe Bormann avalia que a taxa de câmbio teria que se desvalorizar a cerca R$ 3,75 para tornar as exportações brasileiras competitivas. Na sequência, a moeda à vista passou a renovar máximas, diante da informação de que o governo não vai dar garantias à operação para o pagamento de dívida de aproximadamente R$ 9 bilhões da Eletrobras com a Petrobras.

Juros
Ao término da sessão regular, o DI junho de 2015 estava em 12,865%, de 12,844% no ajuste de quarta-feira, com 38.235 contratos, e o DI janeiro de 2016 (171.720 contratos) avançou de 13,69% para 13,78%. O DI janeiro de 2017, que movimentou 296.065 contratos, terminou em 13,78%, de 13,62%. O DI janeiro de 2021 avançou de 13,07% para 13,27%, com 84.370 contratos.
Bovespa
Durante a tarde, a Bovespa devolveu toda a alta galgada pela manhã e virou para o vermelho, pressionada pelas perdas das ações da Petrobrás após informações de que o governo não vai dar garantias à operação para o pagamento de dívida da Eletrobras com a Petrobras. O mau humor se disseminou pelo mercado e o índice renovou as mínimas, mas a queda foi sendo dirimida e o Ibovespa fechou praticamente estável.
Ibovespa
O Ibovespa terminou em baixa de apenas 0,05%, aos 48.880,40 pontos. Na mínima, registrou 48.684 pontos (-0,45%) e, na máxima, 49.633 pontos (+1,49%). No mês, acumula perda de 5,24% e, no ano, de 2,25%. O giro financeiro totalizou R$ 6,613 bilhões. Petrobras terminou em queda de 2,24% na ON e de 3,30% na PN. Bradesco PN também caiu, 1,79%, enquanto Santander Unit recuou 0,89%. BB ON subiu 1,34% e Itaú Unibanco PN teve valorização de 0,41%. Vale terminou estável na ON e em baixa de 0,18% na PNA.


