MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de março de 2015
Agência Estado 
Perdas
A Bovespa registrou ontem a quinta sessão seguida de queda, influenciada pelas perdas das bolsas dos Estados Unidos e conduzida pela forte atuação de investidores estrangeiros na venda, principalmente de papéis da Petrobras e bancos privados. A Bovespa abriu o pregão em queda, abaixo do patamar dos 49 mil pontos, acompanhando o recuo das bolsas de Nova York. O aumento da percepção de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) está próximo de elevar os juros dos Fed Funds, provavelmente em junho, pressionou as bolsas americanas.
Acumulado
No mês de março, o Ibovespa acumula queda de 6,38% e no ano, baixa de 3,43%. No fim do pregão, o Ibovespa terminou com baixa de 1,80%, aos 48.293,40 pontos. Na máxima, a Bovespa atingiu 49.177 pontos (-0,01%) e na mínima, 48.293 pontos (-1,81%). O giro de negócios totalizou R$ 7,870 bilhões, segundo dados preliminares.
Petrobras
As ações da Petrobras fecharam em queda de 5,35% (ON) e 4,04% (PN). Profissionais do mercado disseram que as ações da companhia foram afetadas pelo depoimento do ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços da companhia Pedro Barusco à CPI na Câmara e pela queda dos preços do petróleo. Entre os bancos, Bradesco PN, -3,33%, Bradesco ON, -2,11%, e Itaú Unibanco PN, -3,93%.
Dólar
O dólar abriu a sessão em alta, alinhado ao desempenho ante outras divisas no exterior, caminhando para registrar a sétima sessão de ganhos consecutiva. No entanto, um movimento de realização de lucros acabou puxando a moeda para território negativo ainda pela manhã. No decorrer do pregão, o dólar teve uma negociação volátil, mas se firmou em baixa na volta do almoço, renovando mínimas seguidas logo depois. O dólar à vista fechou com queda de 0,45%, aos R$ 3,1090. O volume de negócios totalizava US$ 1,372 bilhão por volta das 16h30. No mercado futuro, o dólar para abril perdia 0,51%, a R$ 3,1290.
Juros
As taxas de juros futuras abriram em forte alta, com alguns vencimentos avançando 25 pontos-base. As taxas foram impulsionadas pela alta do dólar e pelas crises política, fiscal e econômica, no entanto, a desaceleração do dólar ao longo da sessão levou a curva a devolver prêmios, com as taxas terminando em queda. No fim, o contrato do DI para maio de 2015 (1.690 contratos) projetava 12,659%, igual ao ajuste anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2016 (270.285 contratos) indicava 13,73%, ante 13,83% na véspera. O DI para janeiro de 2017 (477.635 contratos) tinha taxa de 13,65%, ante 13,85%. O DI para janeiro de 2021 (158.765 contratos) apontava 13,03%, ante 13,22% no ajuste de ontem.


