MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Ibovespa
Cenário
Os investidores da área de câmbio até ensaiaram uma realização dos lucros mais recentes, vendendo dólares na manhã de ontem, mas novamente a realidade atropelou os vendidos. A forte geração de vagas de emprego nos Estados Unidos em fevereiro, que elevou as apostas de que o país está próximo de aumentar seus juros, somou-se à percepção ruim em relação ao Brasil, com a crise política ainda no foco. Ao mesmo tempo, declarações do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, reafirmaram que o governo não tem um "compromisso formal" com a taxa de câmbio.
Dólar
O dólar de balcão disparou 1,36%, aos R$ 3,050, no maior patamar desde 5 de agosto de 2004. No ano, o dólar acumula ganhos de 14,88% ante o real. No mercado futuro, a moeda para abril subia 1,70% perto das 16h30, aos R$ 3,0760.
Política
No Brasil, os investidores também se mantiveram atentos às notícias vindas de Brasília. Tudo porque o embate entre Palácio do Planalto e Congresso, que coloca em risco a aprovação de medidas fiscais no Senado e na Câmara Federal, não arrefeceu. Assim como não diminuíram as preocupações em torno da lista com os nomes de políticos supostamente envolvidos nos desvios na Petrobras. A expectativa era de que a relação seria divulgada ainda ontem.
Bovespa
Os dados de emprego dos EUA também definiram o recuo da bolsa brasileira. A criação de vagas acima do esperado elevou a leitura de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) está próximo de iniciar processo de alta de juros, o que é ruim para mercados de maior risco. No Brasil, além da pressão vendedora vinda de Wall Street, a queda também foi justificada pela crise política. Em reação, os investidores venderam ações em Nova York e também no Brasil, o que conduziu o Ibovespa para os 49.981,19 pontos, em baixa de 0,76%.
Taxas de juros
As taxas dos contratos futuros de juros completaram a quinta sessão consecutiva de alta impulsionadas pelo avanço do dólar ante o real, pela alta dos yields (retornos) dos Treasuries (títulos dos EUA), pela crise política instalada em Brasília e pela inflação acima do previsto. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em janeiro de 2016 apontava 13,51%, ante 13,33% ontem. O DI para janeiro de 2017 mostrava 13,43%, de 13,17% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 indicava 12,83%, ante 12,69% na véspera. (Agência Estado)





