Política e China
O cenário político continuou ontem a roubar a cena e a imputar nova sessão de perdas à bolsa brasileira. A queda foi puxada, no entanto, por Vale, depois que a China reduziu a meta de crescimento para este ano para cerca de 7%, menor um nível não visto 2004 e 0,5 ponto porcentual abaixo do alvo para 2014. O preço do minério ainda despencou 4,5%. Vale ON recuou 4,36% e a PNA caiu 4,08%. Petrobras conseguiu se segurar em alta e subiu 0,66% na ON e 0,76% na PN, assim como Gerdau, com alta de 1,82% (PN), e Metalúrgica Gerdau PN, de 2,79%.

Bovespa
O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,20%, aos 50.365,20 pontos. Na mínima, marcou 50.114 pontos (-0,70%) e, na máxima, 50.734 pontos (+0,53%). No mês, acumula perda de 2,36% e no ano, ganho de 0,72%. O giro financeiro totalizou R$ 5,108 bilhões.

Fatores
A crise instalada entre Planalto e Congresso segue a contaminar o humor dos mercados domésticos e levou o dólar à vista a ultrapassar os R$ 3,00 na sessão de ontem, em meio ao risco de que a disputa política ameace a implementação das medidas de ajustes fiscal propostas pelo governo. No exterior, o forte viés de alta para a moeda americana também contribuiu para a trajetória de valorização da divisa por aqui.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
O dólar à vista terminou o dia em alta de 1,01%, aos R$ 3,0090, o maior preço desde 13 de agosto de 2004 (R$ 3,021). Na mínima, ficou em R$ 2,9790 (estável) e, na máxima, em R$ 3,0210 (+1,41%). A moeda já acumula valorização de 13,33% em 2015. No mercado futuro, às 16h37, o dólar para abril tinha valorização de 1,05%, a R$ 3,0330.

Euro
No exterior, o euro caiu abaixo de US$ 1,10 pela primeira vez desde 5 de setembro de 2003, influenciado pelas expectativas com o início do programa de relaxamento quantitativo - conhecido como QE - do Banco Central Europeu (BCE). Mario Draghi, presidente da instituição, afirmou ontem que as compras de bônus soberanos terão início da próxima segunda-feira. No fim da tarde, o euro recuava para US$ 1,1027.

Juros
Os juros futuros marcaram ontem a quarta alta consecutiva. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 (228.365 contratos) indicava 13,33%, de 13,21% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2017 (284.310 contratos) apontava 13,17%, de 13,02% no ajuste anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 (103.915 contratos) projetava 12,69%, ante 12,53% de ontem.

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