MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de março de 2015
Agência Estado 
Peso político
O mal-estar político causado pela devolução anteontem da MP 669 ao governo pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, promoveu um dia de aversão ao risco nos mercados, o que se traduziu em perda para a Bovespa. As ações das empresas estatais, sobretudo Petrobras e Banco do Brasil, foram as mais prejudicadas por esse embate, enquanto os papéis da Gerdau se destacaram em alta após um balanço favorável.
Petrobras
Petrobras terminou nas mínimas, com a ON em baixa de 3,79% e PN, de 4,06%. BB ON também fechou no menor preço da sessão, com recuo de 5,04%. Gerdau PN subiu 4,51% e Metalúrgica Gerdau PN, 4,27%.
Bovespa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,63%, aos 50.468,05 pontos, menor patamar desde 13 de fevereiro, quando encerrou em 50.635,92 pontos. Na mínima, marcou 50.399 pontos (-1,76%) e, na máxima, 51.303 pontos (estável). No mês, a bolsa tem perdas de 2,16% e, no ano, alta de 0,92%. O giro financeiro totalizou R$ 6,536 bilhões, puxado sobretudo por venda de estrangeiros.

Dólar
A instabilidade política gerou pressão sobre os mercados domésticos e elevou o valor do dólar mais um pouco ontem. À vista, a moeda terminou o dia em alta de 2,06%, a R$ 2,9790, maior preço desde 19 de agosto de 2004 (R$ 2,9880). Na mínima, marcou R$ 2,9520 (+1,13%) e, na máxima, R$ 2,9990 (+2,74%). A valorização em 2015 é de 12,20%. No mercado futuro, às 16h33, o dólar para abril tinha valorização de 1,64%, a R$ 3,0045.
EUA
A alta do dólar no exterior também justificou a trajetória doméstica, com dados positivos sobre a economia norte-americana e ainda com a expectativa de início do aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). O Livro Bege, divulgado pelo Fed ontem, não fez preço.
Juros
O noticiário político dominou os negócios nos mercados e fez com que os juros deixassem de lado o resultado da produção industrial de janeiro, operando em alta durante toda a sessão. Segundo o IBGE, a produção industrial subiu 2,0% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal. A valorização do dólar também contribuiu para pressionar as taxas, em dia de expectativa pelo resultado do encontro do Copom. Assim, o DI com vencimento em abril de 2015 (308.100 contratos) estava em 12,597%, de 12,534% no ajuste anterior. Para janeiro de 2016 (216.090) apontava 13,21%, ante 13,11% ontem. O DI para janeiro de 2017 (327.150) mostrava 13,02%, de 12,87%. Para janeiro de 2021 (128.575) indicava 12,53%, ante 12,43%.


