MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de março de 2015
Agência Estado 
Devolução
A Bovespa devolveu ontem parte dos 10% de ganhos acumulados em fevereiro, operou o dia todo no vermelho e terminou com retração de 1,09%, aos 51.020,81 pontos. A queda foi bastante disseminada pelas ações da bolsa, com destaque para Eletrobras e Vale. Com o recuo, o Ibovespa diminuiu os ganhos acumulados no ano a 2,03%. O giro também foi mais contido e totalizou R$ 5,246 bilhões.
Brincadeira
O puxão de orelha que a presidente Dilma Rousseff deu no ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por causa de declarações desastradas dadas na última sexta-feira, foi citado nas mesas como mais um fator a criar instabilidade neste momento de insegurança com o futuro da economia doméstica. Ao falar sobre as desonerações promovidas pelo antecessor, Levy as citou como uma brincadeira.
No exterior
A China também foi citada como um fator negativo, após um corte de juros que pode indicar que tem dificuldade em retomar a trajetória firme de crescimento e que afetaria o Brasil.
Quedas
Vale terminou com forte baixa, após ser rebaixada pelo Itaú BBA. A ação ON caiu 3,25% e a PNA, 3,13%. Petrobras ON recuou 2,11% e a PN, 1,78%. E Eletrobras liderou as perdas do Ibovespa, com -7,07% na PNB e -4,49% na ON.

Alta
Nos EUA, as bolsas se encaminhavam para um fechamento em alta. O Dow Jones subia 0,69%, S&P avançava 0,50% e o Nasdaq tinha alta de 0,76%.
Dólar
O mês começou com o dólar em trajetória ascendente, pressionado pelos movimentos no exterior e por fatores locais negativos. No exterior, a moeda ganhou força com os dados positivos da economia norte-americana e da leitura de parte do mercado sobre o corte de juros na China. O dólar à vista no balcão fechou em R$ 2,8930 (+1,30%), na máxima do dia. É o maior patamar desde 15 de setembro de 2004 (R$ 2,9020).
Juros
Os juros futuros tiveram trajetória ascendente, pressionados pelos movimentos no exterior, como o avanço dos juros dos Treasuries (títulos do governo dos EUA) em Wall Street, cujas vendas foram estimuladas pelos indicadores positivos da economia do país. Ainda, foram pressionados por fatores locais negativos. O contrato para abril de 2015 ficou em 12,519%, na máxima, ante 12,485% no ajuste da sexta-feira, com 17.510 contratos. O DI janeiro de 2016 (83.475 contratos) subiu de 13,04% para 13,12%. O DI janeiro de 2017 estava em 12,87%, de 12,78%, com 162.065 contratos. O de janeiro de 2021 terminou em 12,41%, de 12,26%, com 76.725 contratos.


