Rebuliço
O rebaixamento da Petrobras para grau especulativo pela agência de risco Moody’s causou um rebuliço no mercado acionário. Porém, no fim, o Ibovespa terminou a sessão com recuo de apenas 0,12%, aos 51.811,02 pontos. Na mínima, marcou 51.051 pontos (-1,59%) e, na máxima, 51.863 pontos (-0,02%). No mês, a bolsa acumula ganhos de 10,45% e, no ano, de 3,61%. O giro da sessão foi bem mais robusto do que o visto nos últimos dias, com R$ 8,826 bilhões.
Petrobras
A analista sênior da Moody’s, Nymia Almeida, argumentou que cortar investimentos é insuficiente para preservar o caixa da Petrobras, porque pode afetar a receita futura. Porém, ela reconheceu que a venda de ativos ou a abertura de capital de subsidiárias poderia ser uma saída para gerar caixa e, durante a tarde, uma matéria neste sentido deu fôlego aos papéis e, por consequência, ao Ibovespa. Assim, a ação ON da estatal caiu 4,52% e a PN, 4,87%.
Reflexo
Banco do Brasil também não escapou da leitura ruim que o mercado fez do rebaixamento da nota e terminou com perda de 2,11%, apesar de Eletrobras não ter seguido o mesmo caminho (ON +1,18%; PNB +1,23%).


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Exportadoras
A alta do dólar por causa da aversão ao risco criada pela Petrobras acabou ajudando papéis de empresas exportadoras. Fibria ON subiu 1,81%, Suzano PNA, +1,74%, e Embraer ON, +0,43%.
Nos EUA
As bolsas norte-americanas viraram para baixo e operavam com pequenas perdas, depois de subir quase a sessão toda. O Dow tinha baixa de 0,02% às 17h45, o S&P 500 recuava 0,21% e o Nasdaq perdia 0,19%.
Dólar
O rebaixamento da Petrobras também influenciou o câmbio. O mercado viu na notícia uma razão mais do que forte para se posicionar em dólar, em meio a aversão a risco com a economia brasileira. O dólar fechou com valorização de 1,24%, a R$ 2,8690. Na mínima, marcou R$ 2,8410 (+0,25%) e, na máxima, R$ 2,8850 (+1,80%). No mês, acumula elevação de 6,85%. No mercado futuro, o contrato para março avançava 1,34%, a R$ 2,8710.
Juros
No mercado de juros a história não foi diferente e investidores decidiram embutir prêmios na curva a termo. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em abril de 2015 (51.140 contratos) estava em 12,48%, de 12,465% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 (141.230 contratos) apontava 13,11%, de 13,10% ontem. O DI para janeiro de 2021 (77.520 contratos) indicava 12,58%, de 12,54% na véspera.

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