MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Agência Estado 
Sem entusiasmo
A Bovespa não está conseguindo entusiasmar os investidores. O principal índice à vista ensaiou ganhos mas ele não se sustentou, sucumbindo à aversão a risco que predominou nos mercados ontem. Petrobras e Vale, no entanto, subiram e ajudaram a conter um pouco o ímpeto de queda, mas ações relevantes como Bradesco, Itaú Unibanco e Ambev pressionaram para baixo.
Sessão
O Ibovespa terminou a sessão em queda de 0,56%, aos 48.239,67 pontos, menor nível desde o dia 2 de fevereiro (47.650,73 pontos). Na mínima, registrou 47.841 pontos (-1,38%) e, na máxima, 48.762 pontos (+0,52%). No mês, sobe 2,84% e, no ano, cai 3,53%. O giro financeiro totalizou R$ 6,972 bilhões.
Petrobras
Os papéis da Petrobras perderam participação na composição do Ibovespa, mas ganharam relevância ainda maior no noticiário nos últimos tempos, com as denúncias de irregularidades da Operação Lava Jato pressionando as ações.
Rating
Ontem, os destaques foram as afirmações da Fitch e da S&P. A primeira voltou a repetir que a estatal pode ser novamente rebaixada em mais de uma nota caso não consiga divulgar seus resultados financeiros dentro do prazo estabelecido. No começo do mês, a Fitch já reduziu o rating da estatal e colocou-os em observação negativa.

ValeVale terminou em alta de 3,43% na ON e de 2,88% na PNA, em parte ajudada pela disparada do dólar, que subiu 1,38% e fechou a R$ 2,87. Bradesco PN recuou 2,70%, Itaú Unibanco PN, 2,70%, e Ambev ON, 0,78%. BB ON, depois do balanço, terminou com ganho de 1,11%. O Banco do Brasil anunciou lucro líquido ajustado, que desconsidera eventos extraordinário, de R$ 3,020 bilhões no quarto trimestre do ano passado, montante 24,6% superior que o visto em igual intervalo de 2013, de R$ 2,424 bilhões.
Dólar
A moeda subiu ontem pela quarta sessão consecutiva e pela sexta vez nos oito pregões que já aconteceram em fevereiro. Terminou no maior nível em mais de dez anos, acumulando valorização de 6,89% este mês. A aversão ao risco no exterior e as preocupações com a deterioração da economia doméstica estão levando os investidores a se posicionarem comprados em moeda. Na avaliação do mercado, o quadro recessivo vem ganhando contornos definidos.
Taxas de juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em abril de 2015 (78.680 contratos) estava em 12,410%, de 12,354% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 (327.320 contratos) apontava 13,26%, de 13,00% ontem. O DI para janeiro de 2017 (422.460 contratos) mostrava 13,24%, de 12,92% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (140.000 contratos) indicava 12,70%, de 12,56% no ajuste da véspera.


