Notícia
A Petrobras tem um novo presidente, mas o nome não agradou ao mercado, pelo menos em um primeiro momento. A notícia de que Aldemir Bendine deixaria o comando do Banco do Brasil para assumir a petrolífera fez os papéis da estatal recuarem cerca de 7% e o Ibovespa ceder 0,90%, aos 48.792,27 pontos. Tudo porque, na visão de boa parte do mercado, Bendine não tem autonomia suficiente em relação ao Planalto para resgatar a companhia.

Bendine
A notícia de que Bendine seria o escolhido para a vaga de Graça Foster já impactava as cotações pela manhã. A avaliação não era boa, já que o mercado esperava alguém com maior independência política, inclusive em relação à presidente Dilma Rousseff.

Em queda

No fim, Petrobras ON teve baixa de 6,52%, aos R$ 9,03, e PN recuou 6,94%, aos R$ 9,12, após terem mostrado baixas maiores durante a sessão. Em meio ao noticiário da saída de Bendine do BB, os papéis ON do banco cederam 3,91%, aos R$ 21,90.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


IPCA
A novela da Petrobras soma-se ao quadro debilitado da economia brasileira, que ganhou ontem o péssimo resultado do IPCA de janeiro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial ficou em 1,24% em janeiro, ante 0,78% em dezembro. Em 12 meses, a inflação já acumula taxa de 7,14%.

Indústria
O IBGE também informou que a produção industrial recuou em 12 dos 14 locais pesquisados em dezembro ante novembro, num sinal de que, além da inflação alta, a atividade no País fraqueja. Como pano de fundo, cresce a percepção de que o governo vai ter dificuldades de entregar a meta de 1,2% de superávit primário neste ano, prometida por Joaquim Levy no início de sua gestão.

Dólar
O avanço do dólar no exterior, após o relatório de emprego (payroll) nos EUA mostrar números fortes de geração de vagas, deu força à moeda americana ante o real. O movimento foi sustentado ainda pela nomeação da nova diretoria da Petrobras. O dólar à vista de balcão encerrou em alta de 1,09%, aos R$ 2,7720.

Juros
As taxas dos contratos futuros de juros tiveram uma série de motivos para avançar. Além do estresse trazido pelo processo de renovação da diretoria da Petrobras, a aversão ao risco foi justificada pelo IPCA pressionado de janeiro e pela mudança na diretoria do Banco Central, anunciada na quinta. Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, o DI com vencimento em abril de 2015 tinha taxa de 12,326%, de 12,314% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 apontava 12,84%, de 12,83% da véspera.

mockup