MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Agência Estado 
Recuperação
Após recuar ainda afetada pelo declínio das ações da Petrobras, a Bovespa reduziu ontem as perdas e terminou em leve alta. A recuperação da bolsa refletiu a valorização dos índices acionários em Nova York e a redução das perdas das ações da estatal. No fim do dia, subiu 0,14%, aos 47.762,24 pontos. Na máxima, registrou 47.894 pontos (+0,42) e na mínima, 47.007 (-1,44%). O volume de negócios somou R$ 6,664 bilhões. No ano, a Bovespa acumula queda de 4,49%.
Relatórios
Em teleconferência com analistas, a presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que a equipe técnica da empresa trabalha "desesperadamente" na análise de relatórios sobre as baixas e possíveis perdas de valores dos ativos. Estão supervalorizados 13 projetos na área de abastecimento, 13 em exploração e produção e quatro em gás e energia. Em contrapartida, estão subavaliados seis ativos em exploração e produção, sete em gás e energia e oito em abastecimento.

Dividendos
O diretor Financeiro da companhia, Almir Barbassa, disse ainda que a Petrobras poderá deixar de pagar dividendos aos acionistas se entender que atravessa uma situação de "estresse financeiro". As ações da petroleira, porém, fecharam longe das mínimas registrada na sessão, com ON, -1,85%, e PN, -3,10%.
Mineração
No setor de mineração e siderúrgica, Vale ON (-4,75%) e Vale PN (-3,92%), Usiminas PNA (-4,31%) e CSN ON (-3,93%) recuaram, afetadas pela queda do minério de ferro.
Nova York
Em Nova York, as bolsas acentuavam os ganhos, ajudadas pela recuperação dos preços do petróleo e por comentários otimistas da presidente do Banco Central, Janet Yellen, sobre a economia americana. Perto das 17h30, o Dow Jones subia 0,93%, S&P 500 avançava 0,67% e Nasdaq subia 0,35%.
Dólar
O dólar registrou ontem a maior alta porcentual desde 2 de janeiro, acompanhando o avanço da moeda americana ante outras divisas no exterior. À vista, subiu 1,28%, aos R$ 2,6080. O volume de negócios no mercado totalizava R$ 1,559 bilhão perto das 16h30. No mercado futuro, o dólar para fevereiro avançava 1,32%, a R$ 2,6130.
Juros
As taxas de juros futuras terminaram estáveis após a ata da reunião de política monetária do Banco Central não dar sinalização sobre os próximos passos da instituição. A taxa do DI para abril de 2015 (105.770 contratos) fechou em 12,26%, de 12,27% no ajuste anterior. Para em janeiro de 2016 (264.865 contratos) apontava 12,67%, de 12,68%. Para janeiro de 2017 (179.935) projetava 12,34%, de 12,35%. Para janeiro de 2021 estava em 11,76%, de 11,74%.


