MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
(Agência Estado) 
Reação
O comportamento do Ibovespa já estava dado nos primeiros minutos da sessão de ontem. Numa forte reação ao fiasco do balanço do terceiro trimestre de 2014 - que não trouxe as tão aguardadas baixas contábeis em razão das irregularidades apuradas pela Operação Lava Jato da Polícia Federal - as ações da Petrobras desabaram e embutiram um viés negativo por toda a bolsa brasileira. Durante a tarde, o índice chegou a amenizar um pouco as perdas, mas não mudou de trajetória.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 1,85%, aos 47.694,54 pontos, menor nível desde os 47.645,87 pontos de 14 de janeiro. Na mínima, registrou 47.550 pontos (-2,14%) e, na máxima, 48.589 pontos (estável). No mês e no ano, acumula perda de 4,62%. O giro financeiro totalizou R$ 5,930 pontos.
Petrobras
A Petrobras anunciou lucro líquido de R$ 3,087 bilhões, em queda de 38% ante o segundo trimestre do ano passado. O resultado não foi auditado e não inclui as baixas contábeis referente às irregularidades investigadas pela Operação Lava Jato. Petrobras PN caiu 11,21% e a ON recuou 10,48%, as duas principais quedas do índice, à frente de PDG ON (-5%).

Diferença
A companhia revelou ter identificado uma diferença líquida de R$ 61,4 bilhões entre o valor justo de ativos analisados e o valor imobilizado dos mesmos projetos, todos com contratos assinados entre 2004 e abril de 2012. O montante corresponde a praticamente todo o lucro acumulado pela estatal desde 2012, que foi de R$ 58,191 bilhões.
Bancos
No setor financeiro, Bradesco PN recuou 2,39%, Itaú Unibanco PN, 2,04%, e BB ON, 4,30%. Santander Unit subiu 1,74%. Vale, que subiu em boa parte do dia, virou no final e recuou 0,26% na ON e 0,82% na PNA.
Fomc
O resultado do encontro do Fomc não influenciou as ações brasileiras, mantendo a taxa de juros inalterada. O Dow Jones avançava 0,04% às 17h27, o S&P recuava 0,23% e o Nasdaq tinha evolução de 0,16%.
Dólar
O dólar comercial terminou a sessão em alta de 0,16%, a R$ 2,5750. Na mínima, marcou R$ 2,5690 (-0,08%) e, na máxima, R$ 2,5900 (+0,74%). No mercado futuro, a moeda para fevereiro subia 0,08% às 16h34, a R$ 2,5780.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em abril de 2015 (34.545 contratos) estava em 12,270%, de 12,272% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 (67.360 contratos) apontava 12,68%, de 12,69%. O DI para janeiro de 2017 (99.190 contratos) mostrava 12,35%, de 12,33% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (82.275 contratos) indicava 11,74%, de 11,66% no ajuste da véspera.


