MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Agência Estado 
Ganhos
A perspectiva de que o Banco Central Europeu (BCE) adote a partir de hoje um programa de compra de bônus com duração de pelo menos um ano para estimular a economia da região abriu o apetite por risco e garantiu a segunda sessão de ganhos à Bovespa. O índice retomou ontem o patamar de 49 mil pontos, no melhor fechamento desde o começo do mês. Petrobras se destacou em alta com ganhos superiores a 5%, mas, no geral, apenas cinco ações terminaram em queda.
Ibovespa
O Ibovespa acabou o dia em alta de 2,81%, aos 49.224,08 pontos, maior patamar desde 8 de janeiro (49.943,30 pontos). Na mínima, marcou 47.888 pontos (+0,02%) e, na máxima, 49.329 pontos (+3,03%). No mês e no ano, acumula perda de 1,57%. O giro financeiro totalizou R$ 6,385 bilhões, segundo dados preliminares.
Medidas
A bolsa doméstica iniciou os negócios em compasso de espera pelos encontros do Copom e do BCE e monitorando o noticiário, sem deixar de repercutir as medidas de aumento de impostos anunciadas no começo da semana pelo governo.

Petrobras
Uma delas afeta diretamente a Petrobras, uma vez que haverá a volta da Cide combustíveis e, antes que ela entre em vigor, em 90 dias, o governo vai elevar a PIS/Cofins para compensar. A alta do petróleo no mercado internacional também empurrou os papéis. A ação ON terminou em alta de 6,41% e a PN, de 5,36%.
Bancos
Bancos também ajudaram a empurrar o índice, sobretudo no período vespertino, depois de detalhamento sobre o que deve sair do encontro do BCE hoje. Bradesco PN, +2,44%, Itaú Unibanco PN, +2,95%, BB ON, +2,53%, e Santander unit, +1,31%.
Sobe e desce
As cinco ações que recuaram foram Klabin Unit (-1,69%), Marcopolo PN (-1,36%), Gol PN (-0,99%), Gerdau PN (-0,76%) e Braskem PNA (-0,23%). Nos EUA, o Dow Jones operava estável às 17h28, o S&P 500 tinha alta de 0,21% e o Nasdaq, de 0,04%.
Dólar O dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,38%, a R$ 2,6060. Na mínima do dia, marcou R$ 2,5880 (-1,07%) e, na máxima, R$ 2,6110 (-0,19%). No mercado futuro, o dólar para fevereiro registrava, às 16h36, recuo de 0,34%, a R$ 2,6130.
Juros
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI com vencimento em abril de 2015 (172.345 contratos) estava em 12,201%, na mínima, de 12,219% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 (131.650 contratos) apontava 12,62%, de 12,63% na véspera. O DI para janeiro de 2017 (184.225 contratos) mostrava 12,33%, de 12,30% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (66.590 contratos) indicava 11,74%, de 11,79% no ajuste da véspera.


