Bovespa
A Bovespa emplacou ontem a segunda sessão consecutiva de ganhos, ajudada pelo exterior e, principalmente, pelo avanço dos papéis da Vale e das siderúrgicas. Com isso, após seis sessões, a bolsa brasileira finalmente conseguiu reconquistar o patamar de 49 mil pontos, registrado pela última vez no dia 8 de janeiro. O Ibovespa fechou hoje em alta de 2,06%, aos 49.016,52 pontos. Na semana, subiu 0,36% e, no acumulado do mês, -1,98%.

Ganhos mundiais
Na mínima da sessão, registrou 48.028 pontos (estabilidade) e, na máxima, 49.264 pontos (+2,58%).
O giro financeiro totalizou R$ 6,05 bilhões.
O sinal positivo da Bovespa teve respaldo dos ganhos das ações em todo o mundo. Na Europa, a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) adote medidas de estímulo conseguiu apagar os efeitos da decisão do BC da suíça de encerrar a política cambial em vigor desde 2011, pondo fim ao preço mínimo do franco suíço em relação ao euro.

EUA
Os dados de inflação dos EUA também ajudaram a aliviar a aversão ao risco que predominou no exterior pela manhã. O índice de preços ao consumidor recuou 0,4% em dezembro ante novembro, em linha com o esperado, ainda sugerindo cautela na decisão de elevar a taxa de juros do país pelo Fed. Além disso, a produção industrial caiu 0,1% em dezembro, antes de ficar estável como previsto na comparação com novembro.


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO



Dow Jones
No meio da tarde, o Dow Jones subia 0,55%, o S&P 500 tinha alta de 0,79% e o Nasdaq avançava 0,75%. A alta do preço do petróleo no exterior também contribuiu para os ganhos das bolsas e influenciou a valorização dos papéis da Petrobras na maior parte da sessão. Porém, Petrobras ON acabou com perda de 0,22% e PN teve alta de 1,07%.

Dólar
O dólar voltou a recuar ontem no Brasil. A moeda americana foi novamente influenciada pela percepção de que, com a Selic alta e a possibilidade de aumento dos recursos disponíveis no mercado global, a serem injetados pelo BCE, o País tende a se tornar mais atrativo ao capital especulativo internacional.

Taxas de juros
No fim da sessão regular da BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2016 marcou 12,56%, ante 12,62% do ajuste de anteontem. O contrato para janeiro de 2017 marcou 12,28%, ante 12,37%, enquanto o DI para janeiro de 2021 indicou 11,90%, ante 12,01%. Na prática, segue consolidada na curva de juros a projeção de que, na semana que vem, o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a Selic em 0,50 ponto porcentual.

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