Subiu
Ibovespa
Desceram
Juros de curto prazo

Alta superlativa
O Ibovespa fechou ontem em alta de 3,05%, aos 49.462,91 pontos, ao subir quase 1,5 mil pontos e generalizar os ganhos. Na mínima, esteve em 48.006 pontos (+0,01%) e, na máxima, em 49.882 (+3,92%). No mês e no ano, acumula retração de 1,09%. O giro financeiro totalizou R$ 7,524 bilhões, segundo dados preliminares.

Cenário
Houve alta das bolsas europeias em meio às expectativas de medidas de estímulo depois que dados mostraram deflação. Nos Estados Unidos, influenciaram dados do mercado de trabalho e a recuperação do preço do petróleo. Porém, os estrangeiros não foram responsáveis pelo movimento de alta da Bovespa. Eles foram vistos na venda, enquanto os locais foram às compras, na expectativa pelas medidas fiscais do governo.

Recuperação
Petrobras, após acordo com credores e com a alta do petróleo, terminou com forte ganho, de 4,84% na ON e 4,08% na PN. Vale e siderúrgicas também se destacaram. Vale ON avançou 3,67% e a PNA, 3,63%. CSN ON teve ganho de 10,81% e liderou os ganhos do índice, seguida por Gerdau PN (+7,53%) e CCR ON (+7,51%). Usiminas PNA avançou 5,93% e Metalúrgica Gerdau PN, 6,89%.

Financeiras
Bradesco PN teve ganho de 3,97%, Itaú Unibanco PN, de 3,62%, BB ON, +4,40%, e Santander unit, +5,59%.

Fed
Após o encerramento dos negócios aqui, saiu a ata do último encontro de política monetária do Fed, com a ponderação de que a piora no exterior pode enfraquecer o crescimento nos EUA. Os comentários reforçam a perspectiva de um processo suave de alta de juros no país.

Dólar
O dólar abriu em queda e se encaminhava para fechar do mesmo modo, mas, a três minutos do fim do pregão, mudou de rumo. O que pautou os negócios foi a trégua no exterior e a perspectiva de um ajuste fiscal na economia brasileira. O dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,33%, a R$ 2,7070. Na mínima, registrou R$ 2,6730 (-0,92%) e, na máxima, R$ 2,7090 (+0,41%).

Juros
A trégua no exterior e a perspectiva de um ajuste na economia brasileira embutiram um viés de baixa nas taxas de juros de curto prazo. As taxas longas, porém, miraram o yield (retorno) dos Treasuries e subiram. O contrato de DI para abril de 2015 (100.700 contratos) estava em 12,215%, de 12,214% no ajuste anterior. Para janeiro de 2016 (81.960) apontava 12,74%, de 12,78%. O DI para janeiro de 2017 (148.620) mostrava 12,61%, de 12,66%. Para janeiro de 2021 (69.980) indicava 12,18%, de 12,08% na véspera. (Agência Estado)

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