MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de dezembro de 2014
Agência Estado 
Ganhos
A Bovespa subiu de forma consistente, para acima dos 49 mil pontos, garantindo uma semana de ganhos apesar da turbulência vista no exterior. Os papéis da Vale foram os destaques da sessão, em meio à atuação de investidores estrangeiros na ponta de compra. As bolsas de Nova York também ajudaram, embora os ganhos registrados por lá tenham sido mais comedidos.
Ibovespa
No fim, o Ibovespa registrou alta de 2,38%, aos 49.650 pontos, no maior nível desde o dia 11 deste mês. Na pontuação mínima, registrou 48.435 pontos (-0,12%) e, na máxima, 49.658 pontos (+2,40%). No mês, a bolsa brasileira acumula perda de 9,27% e, no ano, recuo de 3,60%. Esta semana, porém, embora tenha registrado apenas dois dias de ganhos, a Bovespa acumulou +3,44%. O giro financeiro somou apenas US$ 5,776 bilhões.
Vale
A melhora das commodities contribuiu para a tranquilidade dos agentes nesta sessão, segundo um operador, ao citar a alta firme do preço do petróleo. No caso da Vale, o movimento comprador foi patrocinado por investidores estrangeiros, sendo que a inversão para cima do dólar também teria favorecido os ganhos. Vale ON teve elevação de 8,07% e Vale PNA avançou 8,24%.
Petrobras
No caso da Petrobras, as altas também foram consistentes, com as ações recuperando parte dos valores após a derrocada mais recente, causada pelo recuo dos preços do petróleo e pelos desdobramentos das investigações sobre corrupção na estatal. Petrobras ON avançou 4,66% e Petrobras PN teve ganho de 3,91%.
Nova York
Em Nova York, em um cenário um pouco mais ameno neste encerramento da semana, o Dow Jones subia 0,04%, o S&P 500 tinha alta de 0,29% e o Nasdaq avançava 0,28%, no fechamento da Bovespa.
Dólar
Numa sessão de altos e baixos, o dólar à vista de balcão interrompeu a sequência de dois dias de perdas no Brasil, para encerrar com leve ganho ante o real. O dólar à vista de balcão subiu 0,08%, aos R$ 2,6560. Na semana, a moeda dos EUA acumulou perda de 0,11%. No mercado futuro, porém, o dólar para janeiro cedia 0,19%, aos R$ 2,6635. Este aparente descompasso porcentual obedeceu, na verdade, a ajustes em relação ao fechamento do dólar futuro na sessão da véspera.
Juros
Os juros futuros reagiram ao IPCA-15 de dezembro e aos comentários na quinta-feira do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sobre a inflação. O viés positivo do dólar ante o real também contribuiu para a alta das taxas. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para abril de 2015 marcava 12,20%, de 12,22% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2016 indicava 12,93%, de 12,91% na véspera. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,96%, de 12,94% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,43%, de 12,46%.


