MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Agência Estado 
Subiu - Petrobras
Desceu - Dólar
Trégua
A Bovespa interrompeu o movimento vendedor dos três últimos dias, ao subir 3,63% na sessão de ontem, maior percentual desde os 5,02% de 21 de novembro. A alta foi generalizada e proporcionada pela tranquilidade do mercado após a Rússia anunciar medidas para estancar as perdas do rublo e dar sustentação ao sistema financeiro do país. Petrobras voltou a subir e foi o papel mais negociado, mas os destaques foram os setores siderúrgicos e o financeiro. O pregão encerrou em 48.713,64 pontos, com mínima estável em 47.008 e máxima de 49.258 (+4,79%). No mês, acumula perda de 10,98% e, no ano, de 5,42%. O giro financeiro totalizou R$ 9,860 bilhões, segundo dados preliminares.
Altas
Petrobras continuou na berlinda, depois que a presidente da empresa, Graça Foster, comentou que já colocou o cargo e o da diretoria à disposição da presidente Dilma Rousseff. Porém, Petrobras ON subiu 3,91% e a PN avançou 2,99%, esta a mais negociada, com giro de R$ 856,059 milhões. Também subiram Vale ON, +1,86%, PNA, 2,17%, Gerdau PN, +4,17%, Metalúrgica Gerdau PN, +4,41%, Usiminas PNA, +8,08%, e CSN ON, +11,74%.
Setor financeiro
As variações foram Bradesco PN, +4,90%, Itaú Unibanco PN, +5,05%, BB ON, +7,86%, e Santander unit, +5,28%.
Nos EUA
As bolsas ampliaram os ganhos após a decisão de política econômica do Fed. Às 17h21, o Dow subia 1,51%, o S&P, 1,73%, e o Nasdaq, 1,60%. No comunicado, a instituição acenou que pode ser "paciente" antes de elevar taxas e informou que a nova sinalização é consistente com o "tempo considerável" antes de subir os juros.
Dólar
Com as medidas anunciadas pela Rússia, o dólar encerrou em baixa de 1,42%, a R$ 2,7020. Na mínima do dia, marcou R$ 2,69 (-1,86%) e, na máxima, R$ 2,7510 (+0,36%). O giro totalizava, no fim da tarde, US$ 1,272 bilhão no mercado à vista, sendo US$ 1,169 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para janeiro registrava desvalorização de 1,35%, às 16h34, a R$ 2,7110.
Juros
Os juros futuros terminaram com baixa discreta nos vencimentos mais longos e perto da estabilidade nos curtos. O DI para abril de 2015 (256.330 contratos) terminou em 12,27%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 encerrou em 12,92% (291.790 contratos), idêntico à véspera. O DI para janeiro de 2017 (215.455 contratos) tinha taxa de 13,01%, ante 12,97% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 (77.195 contratos) projetava 12,58%, ante 12,64% na véspera. (Agência Estado)


