Dólar
O dólar voltou a subir de forma acentuada ante o real e fechou ontem no maior nível em mais de nove anos, impulsionado pela aversão ao risco que se espalhou nos mercados financeiros, depois que a continuidade da queda dos preços do petróleo favoreceu um ataque especulativo contra a moeda da Rússia. No fim do dia, o dólar fechou com alta de 2,01%, aos R$ 2,7410, marcando o maior patamar de encerramento desde 23 de março de 2005 (R$ 2,7500). Nas últimas cinco sessões, o dólar acumulou alta de 5,63%. O volume de negócios totalizava US$ 1,235 bilhão perto das 16h30, sendo US$ 1,055 em D+2. No mercado futuro, o dólar para janeiro subia 1,46%, aos R$ 2,7465.

Rússia
O Banco Central russo tentou conter a queda livre do rublo com uma medida drástica: elevou a taxa de juros do país de 10,50% para 17%. No entanto, o esforço foi em vão, já que a moeda chegou a perder mais de 20% de seu valor em relação ao dólar mais cedo, intensificando preocupações com uma possível crise financeira no país. O efeito nulo da medida levou o governo russo a dizer que adotará outras medidas para tentar manter a estabilidade financeira no país.

Tombini
No mercado de câmbio doméstico, o presidente do BC, Alexandre Tombini, tentou acalmar os investidores, durante uma audiência no Senado, ao indicar que os leilões diários de swap continuarão em 2015. As declarações levaram o dólar a reduzir pontualmente a alta, mas a pressão do exterior acabou prevalecendo sobre os negócios e a moeda retomou a trajetória ascendente ante o real. O dólar acelerou os ganhos no início da tarde, chegando a atingir a máxima de R$ 2,7570 (+2,61%).

Ibovespa
A Bovespa terminou o dia perto da estabilidade, depois de passar por uma sessão altamente volátil - os negócios foram influenciados pela pressão de queda vinda do exterior, de um lado, e pela alta das ações da Petrobras e da Vale, de outro. A bolsa operou em queda durante grande parte da manhã, influenciada pela aversão ao risco nos mercados internacionais. Indicadores econômicos decepcionantes na China e na Alemanha e um ataque especulativo contra a moeda da Rússia, devido ao declínio dos preços do petróleo, reforçaram os temores sobre a economia global. No fim do pregão, o Ibovespa fechou com queda de 0,02%, aos 47.007,51 pontos. O volume de negócios somou R$ 8,610 bilhões. Na máxima, o índice atingiu 47.595 pontos (+1,23%) e, na mínima, 45.853 pontos (-2,48%). No ano, a Bovespa acumula baixa de 8,74% e, no mês de dezembro, perda de 14,10%. No fim do dia, as ações ON e PN da Petrobras fecharam +2,11% e +2,18%, respectivamente. As ações da Vale subiram 3,35% (ON) e 3,75% (PNA).

mockup