Mercado Financeiro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Agência Estado 
Dólar subiu
Petrobras desceu
Recorde
O dólar fechou no maior nível desde abril de 2005 ante o real ontem, impulsionado por uma série de fatores, que incluíram o avanço da moeda americana no exterior, a pressão de baixa sobre os preços do petróleo e a divulgação da ata do Copom. No fim da sessão, o dólar à vista subiu 1,49%, para R$ 2,6510, no balcão, marcando o maior patamar de fechamento desde 1º de abril de 2005. O giro de negócios totalizou US$ 1,369 bilhão, sendo US$ 1,352 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para janeiro subia 1,18%, a R$ 2,6620.
Bovespa
A Bovespa interrompeu três sessões seguidas de queda e fechou em alta, após um pregão marcado pela volatilidade. A recuperação da bolsa foi impulsionada principalmente pela alta das ações dos bancos e pelos ganhos dos índices acionários dos EUA. No fim do dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,63%, aos 49.861,81 pontos.
Negócios
O volume de negócios totalizou R$ 6,366 bilhões. Na máxima, a bolsa atingiu 49.946 pontos (+0,80%) e na mínima, 48.806 pontos (-1,49%). No ano, o Ibovespa acumula baixa de 3,19% e, no mês de dezembro, queda de 8,88%. Entre os bancos, Bradesco PN (+2,40%), Banco do Brasil ON (+4,26%) e Itaú Unibanco (+1,13%), em contraponto a Petrobras ON (-0,69%), Petrobras PN (-0,09%), Vale ON (-2,81%) e Vale PNA (-2,94%).
Taxas de juros
Ao fechar no maior nível ante o real desde abril de 2005, o dólar ajudou os juros futuros de curto prazo a terminarem a sessão de ontem com leve viés de alta, após terem recuado mais cedo em razão da ata da reunião de política monetária do Banco Central. O avanço da moeda também favoreceu a ponta mais longa da curva, que fechou com alta consistente, reagindo também aos ganhos dos rendimentos dos Treasuries.
Pregão
No fim do pregão regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2015 fechou com taxa de 11,980% (141.930 contratos), ante 11,969% no ajuste de anteontem. A taxa do DI para julho de 2015 (39.960 contratos) terminou em 12,27%, na máxima, de 12,26% no ajuste de anteontem. O contrato com vencimento em janeiro de 2016 (111.845 contratos negociados) terminou com taxa de 12,51%, de 12,49% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 (155.975 contratos negociados) indicava 12,52%, de 12,40% anteontem, e o para janeiro de 2021 (127.310 contratos), 12,40%, de 12,17%.


