Declínio
Após ter registrado uma pausa na sequência de quedas na quarta-feira, a Bovespa voltou a cair de maneira acentuada ontem. A baixa da bolsa foi influenciada pelo declínio dos papéis da Petrobras e pela reação negativa das bolsas internacionais a comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

Negócios
No fechamento, o Ibovespa caiu 1,71%, aos 51.426,87 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,439 bilhões. Na máxima, a bolsa atingiu 52.539 pontos (+0,42%) e, na mínima, 51.074 pontos (-2,38%). No ano, o índice voltou a registrar baixa, de 0,16%, e no mês de dezembro, queda de 6,03%.

Neutro
Sobre a Vale, o Bank of America (Bofa) Merrill Lynch reduziu a recomendação para os papéis da mineradora para neutro. Além disso, a instituição financeira diminuiu sua previsão para o preço do minério de ferro de US$ 80/t para US$ 70/t em 2015. Para 2016, o banco reduziu a projeção de US$ 80/t para US$ 65/t.

Europa
O Banco da Inglaterra (BoE) anunciou também ontem a manutenção da taxa básica de juros na mínima histórica de 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, como era esperado. No fechamento dos mercados europeus, a bolsa de Londres (-0,55%), Paris (-1,55%) e Frankfurt (-1,21%).


Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO



Negativo
De volta ao âmbito doméstico, entre os destaques de queda da bolsa, aparecem Petrobras ON (-4,75%) e Petrobras PN (-3,93%), Vale ON (-1,28%) e Vale PNA (-1,65%). Os papéis da Rossi Residencial lideraram as perdas da bolsa, com baixa de 6,98%, seguida pelas ações da Marfrig (-6,47%). No setor financeiro, Bradesco PN (-2,14%), Banco do Brasil (-1,33%) e Itaú Unibanco (-1,49%).

Dólar
O dólar subiu ontem ante o real, contrariando a queda ante outras divisas no exterior após os comentários de Mario Draghi. No fim da sessão, o dólar à vista fechou com alta de 1,21%, aos R$ 2,5860. No mercado futuro, o dólar para janeiro avançava 1,30%, aos R$ 2,6050. No mesmo horário, o euro subia para US$ 1,2368, de US$ 1,2309 no fim da tarde de anteontem.

Taxas de juros
No fim do pregão regular na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2015 (283.495 contratos) tinha taxa de 11,95%, ante 12,10% no ajuste de anteontem. A taxa do DI para julho de 2015 (75.865 contratos) terminou em 12,21%, de 12,35% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2016 (213.240 contratos) indicava taxa de 12,40%, ante 12,60% no ajuste anterior. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2017 (188.255 contratos) apontava 12,29%, de 12,47% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2021 (89.705 contratos) apontava 11,95%, ante 11,91% no ajuste anterior.

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