Mercado Financeiro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de dezembro de 2014
Agência Estado 
Volátil
A Bovespa terminou em queda pelo quinto dia seguido ontem após uma sessão bastante volátil. O recuo das ações dos bancos, devido a especulações sobre tributação, e dos papéis da Petrobras pesaram no índice. A Bovespa até tentou uma recuperação na abertura dos negócios, no entanto, especulações de que os governadores do PT estariam articulando a volta da CPMF, além de comentários sobre uma possível tributação de dividendos e extinção de juros sobre capital próprio, afetaram as ações do setor financeiro, que são um dos principais componentes do índice.
Pregão
Ao longo da segunda parte do pregão, a negociação na bolsa ficou muito volátil, acompanhando as oscilações dos papéis de bancos e da Petrobras, apesar de os índices acionários de Nova York apresentarem desempenho positivo. Na reta final dos negócios, a Bovespa renovou as mínimas, conduzida por uma piora das ações da Vale, da Petrobras e dos bancos. No fechamento, o Ibovespa recuou 1,27%, aos 51.612,47 pontos. O volume de negócios somou R$ 6,055 bilhões. Na máxima, a bolsa atingiu 52.640 pontos (+0,69%) e na mínima, 51.471 pontos (-1,54%). No ano, o Ibovespa acumula alta de 0,20% e em dezembro, queda de 5,69%.

Resultados
Vale ON, -2,57%, Vale PNA, -2,40%, Petrobras ON, -0,96% e PN, -1,54%, Bradesco PN, -1,71%, Itaú Unibanco PN, -1,51%, Banco do Brasil ON, -3,07%. Segundo operadores, os papéis da Vale foram afetados pelas expectativas criadas, mas que não se concretizaram, em torno do evento Vale Day, promovido pela mineradora em Nova York.
Dólar
O dólar fechou em alta em relação ao real ontem. No fim do dia, o dólar apontou alta de 0,82%, aos R$ 2,5740, no balcão. O volume de negócios no mercado à vista totalizava US$ 1,451 bilhão, sendo US$ 1,218 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para janeiro subia 0,62%, a R$ 2,5970, por volta das 16h40.
Taxas de juros
No fim do pregão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2015 (686.960 contratos) tinha taxa de 11,560%, de 11,512% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 (105.440 contratos) apontava 12,56%, ante 12,51%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (114.870 contratos) tinha taxa de 12,42%, ante 12,32%. No trecho mais longo, o DI para janeiro de 2021 (107.325 contratos) indicava 11,91%, de 11,80% no ajuste da segunda-feira.


