MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de dezembro de 2014
Agência Estado 
Queda
Dezembro começou com forte queda na bolsa brasileira. Um movimento de aversão ao risco internacional levou os investidores, sobretudo estrangeiros, a se desfazerem de ativos domésticos. As ordens de venda geraram stop loss e o índice perdeu 2,3 mil pontos numa única sessão. Nenhuma ação terminou em alta, e as perdas se situaram em patamares bastante robustos.
Ibovespa
O Ibovespa terminou em baixa de 4,47%, maior queda porcentual desde o recuo de 4,52%, em 29 de setembro deste ano. Terminou em 52.276,58 pontos, menor nível desde os 52.061,86 pontos registrado no último dia 18 de novembro. Na mínima, marcou 52.156 pontos (-4,69%) e, na máxima, 54.719 pontos (-0,01%). Com os índices de ontem, o resultado acumulado do ano foi reduzido a +1,49%. O giro financeiro totalizou R$ 7,500 bilhões.
Sobe e desce
Petrobras ON, -5,27%, PN, -3,75%, Vale ON, -4,64%, Vale PNA, -4%, Gerdau PN, -6,70%, Usiminas PNA, -5,58%, CSN ON, -4,62%, Bradesco PN, -5,23%, Itaú Unibanco PN, -4,17%, Banco do Brasil ON, -6,64%, Santander Unit, -2,77%. Metalúrgica Gerdau PN, -7,85%, liderou as perdas do índice, seguida por TIM ON (-7,78%) e Marfrig ON (-7,49%). No exterior, as bolsas europeias recuaram e as norte-americanas operaram em queda durante o dia. No fechamento do Ibovespa à vista, o Dow caía 0,23%, o S&P, 0,66%, e o Nasdaq, 1,26%.
Dólar
O dólar fechou em queda após uma sessão bastante volátil. O mercado foi influenciado por diversos fatores, como as expectativas em torno da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta semana, o futuro do programa de swap cambial e operações comerciais que acabaram tendo o efeito potencializado em meio ao giro baixo. O dólar à vista no balcão terminou cotado a R$ 2,5530, com queda de 0,55%. Por volta das 16h30, o giro estava em US$ 1,10 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para janeiro recuava 0,48%, a R$ 2,5740. O volume de negócios era de quase US$ 13,76 bilhões.
Juros
As taxas de juros futuras terminaram em leve alta acompanhando o avanço dos yields dos Treasuries, em meio a um clima global de aversão ao risco. Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2015 (355.850 contratos) projetava taxa de 11,513%, de 11,481% no ajuste de sexta-feira. O juro para janeiro de 2016 (66.860 contratos) indicava 12,51%, ante 12,46% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2017 (104.415 contratos) marcava 12,32%, ante 12,18% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 (48.760 contratos) tinha taxa de 11,77%, de 11,63% na sexta-feira. Nos EUA, o juro da T-note de 10 anos estava em 2,202%, de 2,171%. Já o dólar à vista no balcão terminou cotado a R$ 2,5530, com queda de 0,55%.


