MERCADO FINANCEIRO
Desceu
Petrobras
Subiu
Gol
Recuo
Depois de oscilar entre perdas e ganhos, a Bovespa se firmou em queda ontem, conduzida pelo recuo das ações da Petrobras e de bancos, e acelerou as perdas com as declarações dos ministros indicados pelo governo.
Ministério
O ministro da Comunicação Social, Thomas Traumann, leu nota oficial, confirmando os nomes de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa para o Planejamento e Alexandre Tombini para continuar no comando do Banco do Central. O comunicado foi seguido por uma entrevista coletiva dos indicados, que não agradou ao mercado, na visão de analistas. O Ibovespa, que havia virado para o vermelho já com a confirmação dos novos ministros do segundo mandato, chegou a melhorar quando Levy fez seu pronunciamento, mas piorou em seguida, indo para as mínimas.
Giro
No fim do dia, o Ibovespa fechou em queda de 0,68%, aos 54.721,32 pontos. Na máxima, a bolsa atingiu 56.065 (+1,75%) e na mínima, 54.593 pontos (-0,92%). O volume negócios somou R$ 4,597 bilhões. A bolsa acumula altas de 6,24% no ano e 0,17% em novembro.
Opep
Entre os destaques de queda estavam as ações da Petrobras, que foram afetadas pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter o teto de produção inalterado em 30 milhões de barris por dia após se reunir em Viena. Petrobras ON (-3,92%) e Petrobras PN (-4,68%). Já as ações da Vale, que ensaiaram uma recuperação mais cedo, terminaram com recuo de 0,26% (ON) e estável (PNA). Do lado positivo, as ações da Gol subiram 7,61%, após as ações da companhia serem impulsionadas pela queda dos preços do petróleo, que se seguiu à decisão da Opep. Nos EUA, as bolsas não funcionaram devido ao feriado de Ação de Graças.
Dólar
A aceleração do avanço da moeda americana veio na reta final de um pregão volátil, marcado pelo baixo giro de negócios, pelas expectativas com a coletiva dos ministros confirmados na tarde de ontem e a disputa antes da formação da taxa Ptax no fim do mês. No fim do dia, o dólar à vista subiu 0,56%, aos R$ 2,5190, maior patamar do dia. O volume de negócios somou US$ 388 milhões, sendo US$ 374 milhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para dezembro subia 0,82%, para R$ 2,5230.
Taxas de juros
As taxas de juros futuras intermediárias e longas terminaram com ligeira queda, após a oficialização de Levy, para o Ministério da Fazenda, e Barbosa, no Planejamento. As taxas de curto prazo receberam suporte das apostas de aumento de 0,50 ponto porcentual da Selic na semana que vem e fecharam com ligeira alta.
(Agência Estado)





