MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Agência Estado 
Mau humor
A Bovespa não conseguiu sustentar os ganhos iniciais e terminou a sessão de ontem em baixa. Os papéis da Petrobras foram os responsáveis para o índice testar as mínimas na reta final da sessão, depois de terem apagado a alta que sustentaram durante todo o dia. O adiamento da votação do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 foi a principal justificativa para o mau humor.
Queda
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,83%, aos 55.098,47 pontos. Na mínima, registrou baixa de 54.977 pontos (-1,05%) e, na máxima, marcou 56.100 pontos (+0,97%). No mês, acumula ganho de 0,86% e, no ano, de 6,97%. O giro financeiro foi mais curto, por causa do feriado de amanhã nos Estados Unidos, e totalizou R$ 6,282 bilhões. Petrobras ON caiu 0,08% e a PN recuou 0,35%. O papel perdeu fôlego na hora final, apagou os ganhos e ajudou a impulsionar as perdas do Ibovespa no finalzinho.
Ações
Vale ON terminou em baixa de 3,84% e a PNA, de 4,03%. No setor siderúrgico, além do dólar e do minério - muitas são produtoras do produto -, pressionaram ainda os dados do IABr. Apesar da expectativa de que a produção de aço bruto no Brasil suba 0,1% neste ano em relação a 2013, para 34,206 milhões de toneladas, as vendas internas deverão atingir 20,769 milhões de toneladas no ano, recuo de 8,9% na comparação anual. Gerdau PN perdeu 4,55%, Metalúrgica Gerdau PN, -4,72%; Usiminas PNA, -7,08%; e CSN ON, -7,93%.
Dólar
A expectativa com a nova equipe econômica do governo fez preço mais uma vez sobre o dólar. A moeda engatou ontem sua segunda sessão de baixa e retornou ao patamar de R$ 2,50, registrado pela última vez no começo de novembro. O dólar comercial terminou a sessão cotado a R$ 2,5050, em baixa de 1,30%. Foi o sexto recuo da moeda americana nas últimas sete sessões. O giro negociado no mercado à vista totalizava US$ 723,9 milhões às 16h47, sendo US$ 682,8 milhões em D+2.
Juros
Nem o resultado do governo central - superávit primário de R$ 4,1 bilhões, o pior mês de outubro desde 2002 - nem o adiamento da votação do projeto que altera a LDO tiraram o foco dos investidores ontem. As taxas de juros, sobretudo no longo prazo, terminaram em baixa, enquanto, nas curtas, o mercado mirou o próximo encontro do Copom e isso levou as taxas para cima. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2015 (243.180 contratos) marcava 11,429%, de 11,385% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2016 (187.215 contratos) indicava 12,34%, de 12,30% na véspera.


