MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de novembro de 2014
Agência Estado 
Em alta
A Bovespa encontrou ontem, tanto no exterior quanto no Brasil, motivos fortes para subir. O avanço dos ADRs de empresas nacionais visto na quinta-feira em Nova York somou-se às notícias de estímulos na China. À tarde, o movimento foi reforçado pelas especulações sobre a futura equipe econômica de Dilma Rousseff. A perspectiva de que o ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy assuma o Ministério da Fazenda e o ex-secretário executivo da pasta Nelson Barbosa vá para o Planejamento agradaram.
Bovespa
Assim, a Bovespa disparou mais de 5%, para os 56.084,04 pontos, em alta de 5,02%. Na mínima da sessão, registrou 53.403 pontos (estável) e, na máxima, atingiu 56.214 pontos (+5,26%). Na semana, acumulou elevação de 8,33%, mais do que apagando a perda de 2,72% acumulada até sexta-feira passada. No mês, o índice registra alta de 2,67% e, no ano, ganho de 8,89%. O giro financeiro totalizou R$ 12,233 bilhões.
China
Pequim anunciou um corte na taxa de juros, pela primeira vez desde julho de 2012, de modo a incentivar o avanço da economia. Com a notícia, os preços das empresas vendedoras de commodities foram estimulados, com destaque para Vale e as mineradoras europeias. Vale ON teve alta de 6,45% e Vale PNA subiu 6,93%.

Petrobras
A China também anunciou pela primeira vez dados de suas reservas de petróleo, ao comentar que elas são formadas por 91 milhões de barris, e disse trabalhar para ter instalações capazes de armazenar 500 milhões de barris até 2020. Nesse cenário, Petrobras disparou tanto nos papéis ON quanto nos PN, com os investidores também aproveitando para ir às compras após os recuos mais recentes. O papel ordinário da estatal teve alta de 11,17% e o preferencial avançou 11,89%.
Dólar
A moeda à vista de balcão fechou em forte baixa de 2,26%, aos R$ 2,5140. Em quatro dias, acumulou perdas de 3,38% e, na semana, recuo de 3,08%. Já o dólar para dezembro, que encerra apenas às 18 horas, cedia no fim da tarde 2,13%, aos R$ 2,5230. O giro à vista era de apenas US$ 664,4 milhões perto das 16h30, sendo US$ 639,4 milhões em D+2.
Juros
Ao fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2015 (174.605 contratos) marcava 11,343%, ante 11,354% do ajuste de quarta-feira, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2016 (139.700 contratos) era de 12,33%, ante 12,45%. Entre os vencimentos com prazos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (230.730 contratos) marcava 12,24%, na mínima, ante 12,56%, e o para janeiro de 2021 (138.640 contratos) tinha taxa de 11,93%, na mínima, ante 12,43%.


