MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Vale ON
Desceu
Ibovespa
Notícias ruins
Uma verdadeira enxurrada de notícias ruins para a Petrobras pesou sobre os papéis da petrolífera e, em paralelo, sobre a bolsa brasileira durante boa parte do dia. Mas o Ibovespa desacelerou as perdas durante à tarde, com a Vale servindo de refúgio de parte dos investidores. Siderúrgicas e alguns bancos também mostraram força e, no fim, a bolsa registrou queda de 0,14%, aos 51.772,40 pontos. Na mínima da sessão, marcou 50.886 pontos (-1,85%) e, na máxima, 51.834 pontos (-0,02%). Na semana, acumulou -2,72%. No mês, cai 5,23% e, no ano, avança 0,52%. O giro financeiro totalizou R$ 6,79 bilhões (dados preliminares).
Petrobras
O mal estar do mercado com a Petrobras não é de hoje. Só para citar o caso mais recente, referente ao balanço da empresa, no começo deste mês a auditoria externa contratada pela estatal, a PriceWaterhouseCoopers, exigiu a saída de Sérgio Machado da presidência da Transpetro. Foi uma das condições para auditar o balanço em razão das denúncias de corrupção e revelações dentro da operação Lava Jato.
Lava Jato
Na manhã de ontem, a Polícia Federal deflagrou a sétima fase da Operação Lava Jato e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi um dos primeiros a serem presos. Petrobras terminou em baixa de 2,67% na ação ON e de 2,94% na PN. Ao se desfazerem de Petrobras, muitos investidores 'correram' para Vale, que superou mais de 2% de ganhos e influenciou a alta do setor siderúrgico. A ação ON avançou 2,40% e a PNA, 2,22%.
Dólar
Em meio à pressão no mercado de câmbio, o Banco Central decidiu elevar a oferta de swaps para rolagem dos contratos que vencem em dezembro. O anúncio abriu espaço para uma desaceleração do dólar reforçada mais tarde pelas especulações de que Alexandre Tombini permanecerá no comando do BC - e fora do Ministério da Fazenda. No fim, a moeda à vista virou para encerrar em leve baixa de 0,08%, aos R$ 2,5940. No pior momento do dia, às 10h49, chegou a marcar a máxima de R$ 2,6280 (+1,23%), no maior valor intraday desde 5 de abril de 2005.
Juros
A indefinição sobre o futuro ministro da Fazenda continuou a influenciar as taxas dos contratos de juros. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para julho de 2015 estava em 12,12%, de 12,13% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2016 indicava 12,53%, de 12,57% na véspera. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,73%, de 12,87% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,73%, de 12,80% na quinta. As taxas curtas seguiram embutindo uma alta de 0,50 ponto porcentual para a Selic ainda neste ano.
(Agência Estado)





